BÍBLIA CATÓLICA ONLINE

quinta-feira, novembro 18, 2010

Bento XVI e a hipocrisia dos homossexuais


O Henrique faz uma alusão a uma coisa que tem sido observada com frequência: os esquerdistas são muito "corajosos" no que se toca a criticar Bento XVI mas são estranhamente controlados no que toca a criticar os muçulmanos.
Nenhum grupo ideológico mata mais homossexuais do que os muçulmanos. Porque é que só os cristãos - os católicos em particular - são alvo de "mega-beijos" na praça pública? Onde estão os grupos homossexuais que se beijam em frente a mesquitas como forma de protestar pela matança de homossexuais nos países islâmicos?

Em Barcelona, um grupo de gays-tão-gaysfez uma triste figura junto do Papa. Além de ser uma mera provocação, aquele exibicionismo sexual revela intolerância (contra os católicos) e cobardia (ante os muçulmanos).

I. Em Barcelona, o Papa foi recebido por um grupo de gays-tão-gays: este esquadrão de valentões começou a dar beijinhos repenicados à frente do Papa-móbil. Como é óbvio, esta bravurasoft porn era uma espécie de protesto grupal contra as posições da Igreja na questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aqueles gays-tão-gays estavam, no fundo, a dar pulinhos corporativos, como que a dizer "olhem para nós, camaradas, olhem para nós, vejam como nós somos tão livres e corajosos perante o tirano que veste de branco. Olhem, olhem".

II. Toda esta cena tem sérios problemas. Em primeiro lugar, é uma triste demonstração de exibicionismo sexual. Se eu demonstrar o meu "orgulho heterossexual", corro o risco de ser acusado de "machista" ou "marialva", mas se um gay demonstrar o seu "orgulho gay", ah, é logo considerado um bravo libertador, um pensador da liberdade. Beija o teu homem à frente do Papa e serás considerado um Kant em potência, eis um belo slogan para o "orgulho gay". Depois, vamos lá ver uma coisa: o que é isso de "orgulho gay"? Se o desejo homossexual é tão natural como o desejo heterossexual, porque razão aquelas pessoas têm orgulho numa coisa que é natural? Se o desejo é natural, então a parte do "orgulho" não faz sentido.

III. Em segundo lugar, estas atitudes revelam uma profunda intolerância. Aquelas pessoas querem o quê? Querem que o Papa diga que o casamento gay é a melhor coisa do mundo? Meus amigos, o Papa e os católicos têm o direito às suas opiniões. Os católicos têm o direito de dizer que o casamento gay não devia ser legal. As opiniões são livres. No fundo, aqueles gays não toleram a ideia de alguém a pensar de forma diferente da sua. É sempre assim: os auto-proclamados donos da tolerância têm uma estranha atracção pela intolerância.

IV. Em terceiro lugar, estas demonstrações contra a - suposta - homofobia do Papa revelam uma profunda hipocrisia. Se quisessem mesmo lutar contra a homofobia motivada por líderes religiosos, estes gays podiam ir dar beijinhos para as portas das mesquitas (estou certo de que existem mesquitas em Espanha). Na Europa, as tais "comunidades muçulmanas" são rainhas e senhoras da homofobia. Portanto, a pergunta tem uma lógica cristalina: por que razão estes gays valentões não vão dar beijinhos à frente das mesquitas? Ide, valentes. Ide dar beijinhos ao pé do senhor imã.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Superior Tribunal Militar libera acesso de jornal a processo de Dilma

Na ditadura militar, processo levou à prisão da presidente eleita. Com decisão, jornal poderá consultar autos e fazer cópias.

O Superior Tribunal Militar (STM) liberou nesta terça-feira (16) o acesso do jornal “Folha de S.Paulo” ao processo que, durante a ditadura militar, levou à prisão a presidente eleita, Dilma Rousseff. Por 10 votos a 1, o plenário concedeu o pedido feito pelo jornal, que havia sido impedido de conhecer os autos.


Com a decisão, o jornal poderá consultar e fazer cópias do processo, mas somente após a publicação da decisão no "Diário da Justiça", o que deve ocorrer na próxima segunda (22).


A advogada da "Folha de S.Paulo", Tais Gasparian, lamentou que a decisão tenha saído apenas depois das eleições. “Foi uma vitória da sociedade, mais que uma vitória da 'Folha de S.Paulo'. Esses documentos históricos jamais poderiam ser subtraídos. É lamentável que o pedido tenha sido deferido pós eleições”, disse.

O julgamento sobre o caso havia sido interrompido em 19 de outubro, com placar de 2 votos a 2, por um pedido de vista da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o coordenador de Assuntos Militares da AGU, Maurício Muriack, a União deveria ter sido citada na ação.

O relator do caso no STM, ministro Marcos Torres, foi o único a votar contra o acesso do jornal aos autos. Ele entendeu que isso fere o direito à privacidade da presidente eleita. Segundo o ministro, não houve pedido de autorização a Dilma para ter acesso ao processo.

No início do julgamento, Torres propôs que fossem citadas na ação também a presidente eleita e outras 71 pessoas envolvidas no processo, instaurado durante a ditadura militar. A sugestão foi rejeitada pela maioria dos ministros.
O ministro relator citou ainda em seu voto a legislação que trata do acesso a arquivos públicos e que, segundo ele, justifica o sigilo do processo no caso.

“Acho que só com o consentimento dela [Dilma Rousseff] e dos outros deverá haver o afirmativo ou não para que seja reproduzido ou colocado à sociedade [o processo]”, afirmou o relator.

A maioria dos ministros, no entanto, entendeu que o acesso do jornal ao processo deve ser irrestrito, até porque os autos já estiveram disponíveis por anos nos arquivos militares.

“Uma pessoa que deseja servir a Pátria como homem ou mulher pública não pode desejar que fatos históricos relacionados à sua vida sejam subtraídos da informação do povo. Assim como não pode subtrair do público fatos personalíssimos de sua vida, como a saúde”, afirmou o ministro José Coêlho Ferreira.

A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha deferiu em parte o pedido do jornal. Ela sugeriu que fosse mantido o sigilo apenas de alguns trechos de 3 dos 15 volumes do processo. Segundo ela, é importante preservar relatos degradantes de torturas sofridas pelos envolvidos.
Para o ministro Cerqueira Filho, a imprensa deve utilizar as informações do processo com responsabilidade. “[Negar o acesso] é voltarmos ao período das cavernas, é conduzir a humanidade às trevas. No momento, a solicitação tem relevância política, e os impetrantes terão o discernimento de não atingir a honra e a imagem das pessoas. Que se abram os arquivos”, disse.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Rapazes revoltados

Patrice Lewis


Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é?

À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de “doces, amorosos menininhos corados” em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando… será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta?

A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino aprenderem a ser homens sob a tutela de seus pais (ou figuras paternas). Como todas as mães, Tiffani quer proteger seus meninos de ferimentos. Mas isso é bom a longo prazo? Talvez não. Tiffani está aprendendo quando afastar-se e deixar seu marido assumir a orientação de seus meninos.

À medida que amadurecem, os meninos nem sempre vão querer — ou precisar — proteção. Eles precisam de desafios, aventuras e atos de cavalheirismo. Os pais — os pais fortes — sabem quando afastar a proteção das mães e começar a treinar seus filhos a serem homens. A palavra-chave é treinamento.

O treinamento é decisivo. Meninos sem treinamento crescem e se tornam monstruosos: fora de controle, predatórios em cima das mulheres, irresponsáveis, incapazes ou indispostos a limitar seus impulsos movidos à testosterona para agressão ou sexo. Nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos que sobraram dos meninos que nunca aprenderam o que é necessário para ser um homem. Lamentavelmente, esses “meninos adultos” muitas vezes procriam indiscriminadamente e despreocupadamente, então se recusam a ser pai para os filhos que eles produzem.

Mas homens treinados transformam a sociedade. Eles trabalham duro. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem abrigos. Eles protegem, defendem e resgatam. Eles providenciam provisão para suas famílias. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem (ou não querem) fazer. Homens treinados são, nas palavras do colunista Dennis Prager, a glória da civilização.

Conforme aponta Tiffani, os meninos precisam de homens para ajudá-los a estabelecer sua masculinidade de modo apropriado. Os homens entendem que os meninos precisam de experiências e desafios definidores para cumprir seus papéis biologicamente programados. As mulheres não entendem isso, mas não tem problema. Pais fortes (ou figuras paternas fortes) instintivamente intervirão e começarão a treinar os meninos como domar a testosterona, como trabalhar, como respeitar as mulheres, como liderar e defender e como eliminar ameaças.

O problema começa quando não há um modelo de papel masculino para um menino imitar. Se os homens estão ausentes, enfraquecidos ou indispostos a ensinar os meninos como se conduzir, então os meninos não aprendem como ser homens. É simples assim.

As mães não têm a capacidade de ensinar os meninos a ser homens. Não importa quanto amemos nossos filhos do sexo masculino, não temos essa capacidade. As mães querem ser mães porque, afinal, é o que fazemos. Protegemos, cuidamos e beijamos as feridas dos nossos meninos. Mas chega uma hora na vida de todo menino em que ele precisa se erguer acima dos beijos nas feridas e ser um homem.

Os homens não dão beijos nas feridas. É assim que eles se tornam guerreiros e protetores.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Na Itália, gayzistas protestam contra a liberdade de pensamento de Berlusconi

Recentemente, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi se envolveu em uma controvérsia pelo suposto envolvimento com garotas de programa.
Mas a polêmica nem de longe se compara ao chororô gayzista após ele ter dito que acha melhor ser apaixonado por belas mulheres do que ser gay.
Vejam abaixo, conforme publicado na Folha:
As declarações do premiê italiano Silvio Berlusconi, que nesta terça-feira afirmou que é “melhor ser apaixonado por belas mulheres do que [ser] gay”, geraram críticas entre entidades de defesa dos direitos dos homossexuais e a oposição ao governo.
“Esta frase é expressão de uma cultura machista, atrasada e ofensiva não só para as pessoas homossexuais, mas também para as mulheres”, declarou o titular da associação Arcigay, Paolo Patanè, classificando a brincadeira como “gratuita” e “vulgar”.
“Uma frase que provém de uma atitude de desprezo à dignidade das pessoas e que confirma o clima constrangedor e grotesco no qual o presidente do Conselho [de Ministros] está precipitando o país”, completou.
O presidente da entidade Equality Italia e histórico defensor da comunidade gay, Aurelio Mancuso, afirmou que a frase “inqualificável” fez com que o premiê “superasse o limite”, acusando-o de não ser “verdadeiramente digno de dirigir a Itália”.
“Que Berlusconi peça imediatamente desculpas aos milhões de cidadãos homossexuais italianos, de direita e de esquerda, e se envergonhe de uma homofobia que em qualquer outro país europeu seria imediatamente condenada por qualquer ator político democrático”, disse.
A brincadeira foi feita pelo premiê ao final de uma fala sobre seu envolvimento com a marroquina Ruby, menor de idade que disse ter ido a festas em sua casa e a favor de quem ele teria interferido — a fim de tirá-la da cadeia quando foi presa por furto. O caso vem sendo investigado pela Justiça e gerou uma intensa repercussão no país e no mundo.
“Desde sempre conduzo uma atividade ininterrupta de trabalho. Se às vezes me acontece de olhar o rosto de alguma garota bonita [...] melhor ser apaixonado por belas mulheres do que [ser] gay”, declarou ele na ocasião.
A oposição também condenou a frase. “Não só palavras homofóbicas, mas também uma desprezível tentativa de desviar a atenção do enésimo escândalo que, infelizmente, desta vez, tem envolvida uma menor de idade”, assinalou a parlamentar do Partido Democrata (PD, maior força de oposição ao governo) Donatella Ferranti.
O líder do Itália dos Valores (IDV) Antonio di Pietro foi ainda mais incisivo, ao dizer que o lugar de Berlusconi não é no palácio de governo, mas em uma “taverna na periferia”, e que ele “vive na era das discriminações raciais, sexuais, étnicas e religiosas”.
A ministra para a Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, defendeu o premiê garantindo que a frase “foi uma piada, o fechamento de um discurso sério, de um teor bem diferente”, e que ele “não queria, absolutamente, nem nunca quis, ofender as mulheres ou os homossexuais”.
O porta-voz do partido governista Povo da Liberdade (PDL) Daniele Capezzone rebateu que o primeiro-ministro é “um homem profunda, intimamente respeitoso de qualquer pessoa, e portanto de qualquer identidade, orientação e preferência afetiva e sexual”.
“Estou convencido de que não se possa julgar o premiê por uma só palavra, em dias nos quais é submetido a pressões e ataques de qualquer tipo. Sei por certo que pensamentos e sentimentos desrespeitosos, ofensivos ou, pior ainda, discriminatórios estão muito longe dele”, apontou.
Nesse momento, o melhor é dizer o português claro.

Todos esses ofendidinhos em relação ao que o Berlusconi disse perderam não só a noção da realidade como também a vergonha na cara.
E que deixemos bem claro: essa avaliação é sobre os gayzistas (na Itália ou aqui, tanto faz), e não dos homossexuais como um todo.
Esclarecido isso, vamos em frente.
O que há de “atrasado” e “ofensivo” na situação de um homem que ache melhor ficar com mulheres do que ser gay?
Mas ora bolas, os homossexuais também não acham que é melhor dar o rabicó do que ficar com mulheres?
Quer dizer que se um homossexual disser que é melhor sair com homens do que com mulheres é heterofobia?
Claro que não.
Se Berlusconi é heterossexual, então a frase dele não tem absolutamente nada de ofensivo.
A não ser, é claro, que todas as suspeitas em cima dos movimentos gayzistas estejam confirmadas: esses movimentos não focam em evitar discriminação contra os gays, mas sim em tentar impor à sociedade a noção de que os gays devem ser tratados como cidadãos superiores, que não podem sequer ser criticados e nada pode ser dito contra eles.
Somente nessa realidade bizarra é que a declaração de Berlusconi poderia ser ofensiva.
Lamentavelmente pessoas ligadas ao Berlusconi mantiveram um tom de “desculpas”.
Não há nada do que se desculpar.
Se desculpar nesse momento é ficar submisso ao jogo desonesto das entidades gayzistas.
À esses deve ser dito assim: “Eu acho mesmo que é melhor fazer sexo com garotas bonitas do que ser gay. E aí, vai querer me proibir disso? Se tentar, eu lhe cuspo na cara”.
É assim que se responde às ladainhas gayzistas, e não com desculpinhas e justificações.
Caso contrário, o risco é acontecer como já ocorre na Inglaterra, em que se usam todos os subterfúgios para aplicarem discriminações a pessoas que tenham como princípio a valorização da família tradicional e o relacionamento heterossexual.

segunda-feira, novembro 01, 2010

A difícil missão de Dilma Rousseff


Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo
"Dilma faz isso, Dilma faz aquilo... Dilma, corta o cabelo! Dilma se maquia mais rosadinha! Dilma você está sem emoção, tem de passar mais verdade... Dilma, seu sorriso não está sincero... Dilma isso, Dilma aquilo..."
(Coitada da pobre senhora que, canhestramente, segue as ordens do patrão e dos petistas que a usam para ficar eternamente em seus buraquinhos ou para realizar o que seria a torta caricatura de um vago socialismo, que não passa de uma reles aliança com a banda podre do PMDB.)
"Dilma, não fale nada de novo sobre aborto que você já deu uma entrevista na TV e agora não adianta desmentir. Dilma, ajoelha, isso, sei que está cansada, mas ajoelha e faz cara de religiosa devota de Nossa Senhora Aparecida; Dilma, eu sei que você é ateia, que para você a religião é o ópio do povo, mas, dane-se, ajoelha e reza, mas não fica com a cara muito em êxtase feito uma madre Teresa de Calcutá, não, que eles desconfiam. Dilma, levanta e vai confessar e comungar, mas não conte tudo ao padre, não, porque esses padres de hoje não são confiáveis e podem fazer panfletos. Dilma isso, Dilma aquilo!... Sei que foi duro para você, bichinha, ser preterida pela Marina, tão magrinha, uma top model do seringal , sabemos de tudo que você tem sofrido, mas você é uma revolucionária e tem de aguentar as intempéries para garantir os empregos de tantos militantes que invadiram esse Estado burguês para "revolucionar" por dentro. Viu, Dilma? Feito ensinou aquele cara italiano, que os comunas vivem falando, o tal de Gramsci... só que nosso Gramsci é o Dirceu.... ah ah... Você tem de esquentar minha cadeira ate 2014, pois você acha que vou ficar de pijama em São Bernardo?"
Aí, chegam os marqueteiros, escondendo sua depressão, pois o segundo turno não estava em seus planos de tomada do poder:
"Dilma, companheira, esculacha bem o FHC e o Serra , pois você pode inventar os números que quiser, porque ninguém confere. Diz aí que nós tiramos 28 milhões de brasileiros da miséria! Claro que é mentira, pô, mas diz e esconde que foi o governo do FHC que inventou o Bolsa Família e negue com todas as forças se disserem que o Plano Real tirou 30 milhões da faixa de pobreza, quando acabou com a inflação. Esqueça no fundo de tua mente que a inflação só ameaçou o Plano Real quando Lula barbudo ia vencer... Mas, quando o Duda escreveu a cartinha do Lulinha "paz e amor", a inflação voltou ao normal.
Dilma, você tem de negar em todos os debates que o PT tentou impedir o Plano Real no STF, assim como não assinou a Constituição de 88 para não compactuar com o "Estado burguês"; todos têm de esquecer que fomos contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que demos força a todos os ladrões que pudemos para manter as alianças para nosso poder eterno, pois as ordens do companheiro Dirceu ("sim, doutor Dirceu, como está? Estamos ensinando aqui à dona Dilma suas recomendações...") eram: atacar tudo do governo FHC, mesmo as coisas inegavelmente boas. Dilma, afirme com fé e indignação que as "privatizações roubaram o patrimônio do povo", mesmo sabendo que a Vale, por exemplo, quando foi privatizada em 97 valia 8 bilhões de reais e que hoje vale 273 bilhões, que seu lucro era de 756 milhões e que agora é de 10 bilhões, que seus empregados eram 11 mil e que agora emprega 40.000. Mesmo sabendo que a Embraer entregava 4 jatos em 97 e que agora entrega 227, que a telefonia não existia na Telebrás e que agora quase todos os brasileiros têm celular. Não podemos divulgar, mas a telefonia privatizada aumentou o número de telefones em 2.500 por cento... Isso. Mas, não diga nada... Pode citar número quanto quiser que ninguém confere... diga que os municípios têm saneamento básico, quando metade deles não tem esgoto nem água tratada, depois de nossos oito anos no poder... Pode dizer o que quiser. Viu o belo exemplo do Gabrielli, que ousou dizer que o FHC queria que a Petrobras morresse de inanição e que o Zylberstajn era a favor da privatização do pré-sal"? Ninguém contesta, mesmo sendo publicado o que FHC escreveu na época, dizendo que "nunca privatizaria a Petrobras". Diga sempre que a culpa é das "elite", que o povão do Bolsa acredita... Dilma, faz isso, faz aquilo... Dilma, sobe no palanque, desce do palanque..."

Coitada da Dilma - sendo empurrada com a resignação militante, para cumprir ordens, tarefas, como os militantes rasos que pichavam muros ou distribuíam panfletos. Dilma às vezes dá a impressão de que não quer governar... Ela quer sossego, mas não deixam...Como é que fazem isso com uma senhora?                            

sábado, outubro 30, 2010

VERDADES E MENTIRAS SOBRE A SUPERBACTÉRIA KPC

Desde o ano passado, a superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) começou a assustar os pacientes e médicos. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 24 pessoas infectadas pela superbactéria morreram no Estado de São Paulo desde julho de 2009 - mesmo não se sabendo se todos os casos de morte foram causados pela bactéria. Nesse mesmo período, 70 casos de contaminação foram confirmados.

No Brasil, até o momento, já são 43 mortes associadas à KPC. No Distrito Federal, o número de contaminações é ainda maior - 183 casos, das quais 18 morreram. A KPC já apareceu em vários estados: São Paulo, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina.

A Anvisa prevê multa de R$ 1,5 milhão para farmácias que venderem antibióticos (remédios que atuam principalmente contra bactérias e fungos) sem reter a receita médica. Atualmente, a regra estabelece que o paciente apresente a receita médica, mas ele pode ficar com ela. Isso tudo é para conter o uso indiscriminado desse tipo de medicamento - apontado pelo Ministério da Saúde como um dos fatores do surgimento de organismos resistentes, como a KPC.

Outra resolução da agência obriga clínicas e hospitais a disponibilizarem álcool líquido ou em gel para médicos e enfermeiros limparem as mãos. Mas o que fazer para prevenir-se contra a doença? Quais são os riscos? Confira abaixo 13 dúvidas esclarecidas pela infectologista Ana Cristina Gales, da Unifesp.  
1 - O que é a bactéria KPC?
KPC não é o nome da bactéria, mas de uma enzima produzida por ela, que é capaz de inativar os antibióticos mais potentes disponíveis para o tratamento de infecções graves, principalmente aquelas adquiridas no ambiente hospitalar.

2 - Ela é chamada de superbactéria? Por quê?

As superbactérias só são assim denominadas quando produzem uma enzima tão potente capaz de inativar a eficácia de outros antibióticos, limitando, assim, as possíveis opções para o tratamento de infecções graves.

3 - A KPC é uma mutação?
Não se trata de uma mutação. "Ninguém sabe ao certo como a primeira dessas bactérias surgiu, mas acredita-se que o uso dos antibióticos do tipo carbapenens, de uso comum, favoreceu sua aparição, mas ninguém sabe a origem do gene, nem como isto ocorreu exatamente", diz a especialista.
Médico - Foto: Getty Images
4 - Qual a velocidade de reprodução dessa bactéria?

As bactérias como as KPC, geralmente se multiplicam muito rápido, duplicando de número a cada 20 minutos.

5 - Qualquer pessoa pode ser infectada pela KPC? Há grupo de risco?
As pessoas que estão hospitalizadas, ou em contato com ambiente hospitalar têm maiores riscos. "Porém, pacientes hospitalizados em UTI's com doenças debilitantes como câncer ou com transplante, e que receberam antibióticos apresentam maior risco de ser contaminado com a bactéria", diz Ana.

6 - Como ocorre a transmissão entre as pessoas?
A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a outra pessoa, ou por contato indireto, por meio do uso de um objeto comum, por exemplo. Assim, é bom evitar tocar superfícies de hospitais, como camas, portas e paredes. Para evitar a maior proliferação, não tome antibióticos por conta própria e siga as orientações médicas. Caso precise entrar em contato com pacientes, lave bem as mãos antes e depois.
7 - A KPC está espalhada nas ruas ou em qualquer ambiente?

Até o momento, as bactérias produtoras de KPC foram observadas somente em pacientes hospitalizados ou que estiveram no ambiente hospitalar. "No ambiente, provavelmente esta bactéria teria menos chance de sobreviver quando "competisse" com outras, pois não criou ainda resistência", explica a médica.

8 - Quais são os maiores riscos?

O maior risco reside na não detecção da superbactéria, o que pode ocorrer com frequência por ser um organismo ainda desconhecido, causando eventual tratamento inadequado do paciente, o que aumenta as chances de morte do paciente.

9 - Como é feito o diagnóstico?
Existem testes especiais feitos caso o paciente apresente sinais e sintomas de infecção urinária, por exemplo. O médico irá solicitar exames urina e o antibiograma, que é o teste realizado para confirmar se a bactéria é sensível ou resistente a determinado antibiótico. "Por outro lado, se quero saber se um paciente está contaminado com a bactéria porque está ao lado de um paciente infectado por esta bactéria ou colonizado (que tem a bactéria no organismo, mas não apresenta infecção), solicitamos a realização de outro exame, o swab retal (introdução de um "cotonete"), para que seja avaliado se há o crescimento desta bactéria", afirma a especialista.
10 - Quais procedimentos devem ser adotados se houver o diagnóstico positivo?

Independentemente de o paciente estar infectado ou colonizado no ambiente hospitalar, ele será isolado em um quarto, as visitas serão restringidas, os profissionais da área saúde que o atenderem usarão medidas de barreira como avental e luvas que deverão ser desprezados antes de saírem do quarto do paciente. Se possível, estes profissionais não deverão prestar atendimento a pacientes não infectados ou colonizados, para não contaminá-los também.

11 - Como é o tratamento?

A maioria das amostras de KPC encontradas até agora são sensíveis aos antibióticos como aminoglicosídeos, polimixinas e tigeciclinas. "Porém, existe o risco de a bactéria desenvolver resistência a estas drogas, ou de o gene ser adquirido por uma espécie bacteriana que é naturalmente resistente à tigeciclina ou às polimixinas", diz Ana.

12 - Os hospitais devem fazer exames específicos nas pessoas em geral?

Não, uma vez que não existem casos de infecção fora dos quadros de risco descritos no país.

13 - Como posso me prevenir?

A lavagem das mãos, com sabão ou álcool gel, é a medida mais simples, mais barata e mais eficaz no controle da disseminação de das bactérias. Além disso, os profissionais de saúde devem manter todo o protocolo de medidas preventivas.

Bento XVI e o silêncio dos bispos

Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr. | 28 Outubro 2010
Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
Faltando três dias para a votação do segundo turno, o acalorado debate eleitoral ganhou um interlocutor de peso: o Papa Bento XVI.
Num discurso pronunciado, nesta manhã de quinta-feira, para bispos do Nordeste - reconhecida base eleitoral do PT de Dilma Rousseff - Bento XVI condenou com clareza "os projetos políticos" que "contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto".

Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
É conhecida a absurda apreensão, a pedido do PT, de milhares de folhetos contendo o "Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras", em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto. É conhecida a denúncia do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de que tem sido vítima de censura e perseguição por parte do PT (cf.Revista Veja). É arquiconhecida a prisão de leigos católicos que realizavam o "ato subversivo" de distribuir nas ruas o documento dos bispos de São Paulo.
O Papa convida os bispos à coragem de romper este patrulhamento e falar. Ao defender a vida das crianças no ventre das mães, os bispos não devem temer "a oposição e a impopularidade, recusando qualquer acordo e ambigüidade".
O pronunciamento de Bento XVI ainda exorta os bispos a cumprirem "o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas". E, numa clara alusão a uma das propostas do PNDH-3 do PT, se opõe à ausência "de símbolos religiosos na vida pública".
Com seu discurso, o Papa procura evitar que o Brasil continue protagonista de um fenômeno que seria mais típico do feudalismo medieval, do que de uma suposta democracia moderna. De fato, durante a Baixa Idade Média, era comum que os posicionamentos e protestos mais decididos fossem os do Papa, enquanto os do episcopado local, mais exposto às pressões e ao poder imediato dos senhores feudais, eram como os de um cão atado à coleira. Pode até ensaiar uns latidos, mas quem passa por perto sabe que se trata de barulho inofensivo.
Ao apagar das luzes da campanha de segundo turno, o Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu "projeto político" está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães.

Boas notícias para os pais! O egoísmo dos filhos é culpa das mães.

Na sua categoria com o nome de “Science News”, a Science Daily trombeteou o título "És Egoísta? Culpa a Tua Mãe!" Neste artigo é-nos dito que:
"O facto das nossas ancestrais fêmeas terem-se dispersado mais do que os ancestrais machos pode levar a conflitos na nossa mente no que toca ao comportamento social", diz uma pesquisa recente.
E o que é que os místicos evolucionistas usaram como evidência? Quase nada:
Eles verificaram que, uma vez que, historicamente, as mulheres movimentaram-se mais que os homens, e portanto tem menos relacionamento com os seus vizinhos, os nossos genes paternos e os nossos genes maternos estão em conflito no que toca à forma como nos deveríamos comportar - enquanto que os nossos genes paternos encorajam-nos a sermos altruístas, os maternos encorajam-nos a sermos egoístas.
Antes desta pesquisa, provavelmente pensava-se que os homens tinham tendência a ser mais vagabundos ou mais egoístas, mas esta nova pesquisa (livre de evidências) diz que não.
Os evolucionistas não provaram qualquer tipo de relação entre genes e egoísmo - nem entre genes ou qualquer outro tipo de comportamento - nem ofereceram qualquer tipo de evidência que suporte a tese de que os genes da mãe são mais egoístas que os do pai.
O zoólogo de Oxford Andy Gardner foi mais além ao fazer alusão ao proverbial demónio e anjo sobre o ombro:
Isto conduz a conflitos no comportamento social: os genes que recebemos do nosso pai dizem-nos para sermos amáveis para os vizinhos enquanto que os genes da mãe, tal como um demónio sentado no teu ombro, tentam que nós nos comportemos de maneira egoísta.
O artigo nada diz se Gardner consultou a sua mãe como forma dela expressar a sua opinião sobre esta história. Se calhar ela deveria ter envidado o marido para fazer o papel de demónio.
Como é normal entre os órgãos de (des)informação evolucionistas, a Science Daily reportou este mito sem qualquer tipo de análise crítica, basicamente regurgitando o anúncio de impressa proveniente da Universidade de Oxford que, curiosamente ilustrou a teoria com uma foto de um demónio e outra de um anjo sobre os ombros dum homem. A expressão do homem sugere que ele é apenas uma vítima inocente das discordantes vozes genéticas dentro do seu cérebro. Aparentemente a equipa de Oxford não aplicou a sua teoria às suas próprias motivações em escrever esta história.


É isso pessoal. Mulheres = genes egoístas, e homens = genes altruístas. Portanto, maridos, da próxima vez que os vossos filhos se comportarem de forma egoísta, culpem a vossa mulher!
Sinceramente, ainda há evolucionistas que acreditam nestes mitos? Vocês evolucionistas não se sentem envergonhados quando os vossos cientistas evolucionistas tentam explicar todo o comportamento humano com base na teoria da evolução?
Curiosamente, eles nunca tentam explicar a fé na teoria da evolução como uma adaptação evolutiva. Se todo o comportamento humano pode ser explicado com base na teoria da evolução, se calhar a crença de que todo o comportamento humano pode ser explicado com referência à teoria da evolução pode ela mesmo ser explicada com base na teoria da evolução.
Se calhar o gene de acreditar na evolução surgiu na linhagem humana pouco depois de nos tornar-mo-nos sedentários, há cerca de 10,000 anos atrás. Ou então houve uma mutação aleatória que a selecção natural preservou e que favoreceu aqueles que acreditam na teoria da evolução em detrimento dos demais. Com o passar dos séculos, os evolucionistas tiveram mais descendência e tornaram-se dominantes na espécie. Nunca se sabe..... Mas isto também não explica o porquê dos crentes evolucionistas serem uma minoria em todo o mundo. Enfim.
Com mais esta "estória" dos genes "diabinhos" provenientes da mãe vemos como a teoria da evolução é uma anedota. Nós podemos usar esta teoria para justificar qualquer tipo de comportamento.
O que eu gostaria era de saber o que o lobby feminista tem a dizer deste tipo de mitologia que pontualmente procede dos sobrevalorizados e cientificamente inúteis laboratórios evolucionistas. Será que as feministas concordam com o que os evolucionistas estão a afirmar com pesquisas deste tipo? Será o nosso egoísmo resultado dos genes maternos? Será o nosso altruísmo consequência dos genes "bonzinhos" do pai?

sexta-feira, outubro 29, 2010

A Parábola do Filho Pródigo

Nota Introdutória ao Sermão Sobre
o Filho Pródigo (112A)
extraído do livro: Jean Lauand (org.) Cultura e Educação
na Idade Média
, São Paulo, Martins Fontes, 1998 


Dentre os inúmeros sermões de Agostinho que chegaram até nós, vale a pena conhecer o 112A, pela beleza do tema que aborda: a parábola do filho pródigo, a paternal misericórdia de Deus para com a fraqueza humana.
Neste sermão, proferido em dezembro de 399 como continuação de um outro, inacabado, do domingo anterior, Agostinho trata principalmente do arrependimento humano e do perdão de Deus. Nos tópicos finais, discute também o problema do judaísmo perante o cristianismo e, nesse sentido, é fascinante observar a facilidade e a pertinência com que relaciona a parábola com Isaías e com diversos salmos (partes IV e VI).
Certamente, o objetivo de Agostinho é pastoral. Interessa-lhe em primeiro lugar que a pregação desperte interesse, convença e seja lembrada pelo povo. É em função desse primeiro objetivo que ele cultiva o estético. Valendo-se das artes da palavra, que domina como ninguém, veicula a verdade não só pela lógica mas também pela beleza.
Seu talento para a metáfora e para a alegoria ( [1] ) atinge o auge quando, na parte VI, após lançar o ouvinte num paradoxo aparentemente insolúvel, e criando um clima de autêntico suspense, resolve o impasse com a comparação das aves, num dos mais empolgantes momentos na oratória de todos os tempos.
Ao elaborar esses sermões, obras-primas de conteúdo e forma, Agostinho - ele mesmo no-lo diz no começo do texto - considera a sua tarefa de pregador como uma tarefa de amor e de entrega.
Apresento aqui a tradução ( [2] ) praticamente completa das primeiras partes (I a VII), por serem de extrema atualidade, e um resumo do restante do texto no final.

Sermão de S. AGOSTINHO Sobre o Filho Pródigo
(Sermão 112A - sobre Lc 15,11-32)

Trad. Jean Lauand

"Disse Jesus: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte do patrimônio que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Poucos dias depois ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou sua herança vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome: e ele começou a passar penúria. Foi pôr-se a serviço de um dos senhores daquela região, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrando então em si e refletiu: <>. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu, e, movido pela misericórdia, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse então: <>. Mas o pai disse aos servos: <>. E começaram a festa...
I
Não é necessário determo-nos em assunto de que já tratamos; mas se não é o caso de nos demorarmos, sim o é de rememorarmos ( [3] ). Vossa prudência ainda lembra que no domingo passado comentei a parábola, lida no Evangelho de hoje, a do filho pródigo, comentário que no entanto não pude concluir. Deus Nosso Senhor quis, porém, que, passada aquela tribulação ( [4] ), possamos hoje continuar a falar.
Sinto-me obrigado a pagar a dívida do sermão, porque as dívidas de amor sempre devem ser pagas. Assista-me Deus para que meus poucos recursos possam satisfazer a vossa expectativa.
II
O homem que tem dois filhos é Deus que tem dois povos: o filho mais velho é o povo judeu; o menor, os gentios.
O patrimônio que este recebeu do Pai é a inteligência, a mente, a memória, o engenho e tudo o que Deus nos deu para que O conhecêssemos e Lhe déssemos culto. Tendo recebido este patrimônio, o filho menor "partiu para um país muito distante". Distância significa: o esquecimento de seu Criador. "Dissipou sua herança vivendo dissolutamente": gastando e não ajuntando; malbaratando tudo o que tinha e não adquirindo o que não tinha, isto é, consumindo toda sua capacidade em luxúria, em ídolos, em todo tipo de desejos perversos, aos que a Verdade denominou meretrizes.
III
Não é de admirar que essa orgia acabasse em fome. "Sobreveio àquela região uma grande fome"; fome não de pão visível mas da verdade invisível. E, por causa da fome, "foi pôr-se a serviço de um dos senhores daquela região": entenda-se o diabo, o senhor dos demônios, sob cujo poder caem todos os curiosos ( [5] ), pois a curiositas é o pestilento abandono da verdade.
À margem de Deus, por entregar-se a seus próprios recursos, foi submetido à servidão e lhe tocou o ofício de apascentar porcos, o que significa a servidão mais extrema e imunda que costuma alegrar os demônios: não foi por acaso que o Senhor, quando expulsou a legião dos demônios, permitiu que entrassem na piara de porcos.
Alimentava-se então das vagens de porcos sem poder saciar-se. Vagens são as vistosas doutrinas do mundo: servem para ostentar mas não para sustentar ( [6] ); alimento digno para porcos, mas não para homens: próprias para dar aos demônios deleitação, mas não aos fiéis justificação.
IV
Até que, por fim, tomou consciência do lugar em que tinha caído; do quanto tinha perdido; Quem tinha ofendido e a quem se tinha submetido. Reparai no que diz o Evangelho: "Entrando em si..."; primeiramente, voltou-se para si e só assim pôde voltar para o pai. Dizia talvez: "O meu coração me abandonou (isto é: saí de mim mesmo)" (Sl 40,13) ( [7] ); daí que fosse necessário, antes, voltar para si mesmo e assim perceber que se encontrava longe do pai. É o que diz a Escritura quando increpa a alguns, dizendo: "Voltai, pecadores, ao coração! (isto é: voltai, pecadores, a vós mesmos!)" (Is 46,8). Voltando para si mesmo, encontrou-se miserável: "Encontrei, diz ele, a tribulação e a dor e invoquei o nome do Senhor" (Sl 116,3-4). "Quantos empregados, diz ele, há na casa de meu pai, que têm pão em abundância, e eu, aqui, a morrer de fome!" (...)
V
Levantou-se e voltou. Ele, caído por terra depois de contínuos tropeços. O pai o vê ao longe e sai-lhe ao encontro. É dele que fala o Salmo: "Entendeste meus pensamentos de longe" (Sl 139,2). Que pensamentos? Aqueles que o filho tinha em seu interior: "Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como a um dos teus empregados". Ele ainda nada tinha dito, só pensava em dizer. O pai, porém, ouvia como se o filho já o estivesse dizendo.
Por vezes, em meio a uma tribulação ou tentação, alguém pensa em orar, e, no próprio ato de pensar o que irá dizer a Deus na oração, considera que é filho e que, como tal, tem direito a reivindicar a misericórdia do Pai. E diz de si para si: "Direi a meu Deus isto e aquilo; não temo que, em lhe dizendo isto, e chorando, não seja eu atendido pelo meu Deus". Geralmente, Deus já o está atendendo quando ele diz estas coisas; e mesmo antes, quando as cogita, pois mesmo o pensamento não está oculto ao olhar de Deus. Quando o homem delibera orar, já lá está Aquele que lá estará quando ele começar a oração.
E assim se diz em outro Salmo: "Eu disse: confessarei minha iniqüidade ao Senhor" (Sl 32,5). Vede como se trata ainda de algo interior a ele, de um mero projeto e, contudo, acrescenta imediatamente: "E tu já perdoaste a impiedade de meu coração" (Sl 32,5). Quão próxima está a misericórdia de Deus daquele que se confessa! Não, Deus não está longe de quem tem um coração contrito, como está escrito: "Deus está próximo dos que trituram seu coração" (Sl 34,19). E neste triturar seu coração no país da penúria, retornava ao coração para moê-lo. Soberbo, abandonara seu coração; irado com santa indignação ( [8] ), a ele retorna.
Indignou-se contra si mesmo, contra o mal que há em si, para se emendar; retornou para merecer o bem do pai. Indignou-se conforme a sentença: "Irai-vos para não pecar" (Sl 4,5). Pois quem está arrependido fica irado e, por estar indignado consigo mesmo, se pune.
Daí surgem aquelas práticas próprias do penitente que verdadeiramente se arrepende, verdadeiramente se dói, sente ira contra si mesmo. Certamente, é indício dessa ira o bater no peito: o que a mão faz externamente, a consciência o faz internamente: golpeia-se nos pensamentos, ou melhor, produz a morte em si mesmo ( [9] ). E, matando-se, oferece a Deus o "sacrifício de um espírito atribulado. Deus não despreza um coração contrito e humilhado" (Sl 51,19). E, assim, raspando, quebrando, humilhando seu coração, leva-o à morte.
VI
Embora tivesse ainda somente a disposição de falar ao pai, cogitando em seu interior: "Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei...", o pai, que de longe já conhece essas cogitações, foi ao seu encontro.
Que significa "ir ao encontro" senão antecipar-se pela misericórdia? Pois, "estava ainda longe, quando seu pai o viu, e, movido pela misericórdia, correu-lhe ao encontro". Por que foi movido pela misericórdia? Porque o filho tinha confessado sua miséria. "E correndo-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço", isto é, pôs o braço sobre o pescoço dele.
Ora, o braço do Pai é o Filho: deu-lhe, portanto, Cristo para carregar: uma carga que não pesa, mas alivia. "Meu jugo é suave, diz Cristo, e meu fardo é leve" (Mt 11,30). Ele se apoiava sobre o que estava de pé e, por apoiar-se, impedia-o de tornar a cair. Tão leve é o fardo de Cristo que não só não pesa, mas, pelo contrário, até ergue.
Não que o fardo de Cristo seja uma carga dessas que se chamam leves (não há carga, por mais leve que seja, que não tenha algum peso). Pode-se carregar um fardo pesado, um fardo leve ou, ainda, não carregar fardo algum. Anda oprimido quem carrega fardo pesado; menos oprimido quem leva uma carga leve (embora também ande oprimido); com os ombros totalmente desembaraçados, quem não carrega fardo algum. Não é dessa ordem o fardo de Cristo, mas um fardo tal que convém ( [10] ) carregá-lo para sentir-se aliviado; se nos desvencilharmos dele, mais carregados nos sentiremos.
E que esta nossa afirmação, irmãos, não vos pareça absurda! Talvez encontremos alguma comparação que vos torne plausível, até em termos de nossa experiência sensível, o que estou dizendo. Um caso, também ele, espantoso e totalmente incrível.
É o seguinte: considerai as aves. Toda ave carrega o peso de suas asas: não reparastes como, quando descem ao chão, recolhem as asas para poder descansar e como que as levam nos costados? Julgais que estão oprimidas pelo peso das asas? Tirai-lhe este peso e cairão: quanto menos pesarem as asas, menos pode a ave voar.
Alguém que, a título de misericórdia, as privasse deste peso, não estaria sendo misericordioso. A verdadeira misericórdia está em poupar-lhes esta privação e, se já perderam as asas, em dar-lhes alimento para que readquiram asas pesadas e possam arrancar-se da terra e voar. É bem este o peso que desejava o salmista: "Quem me dará asas como as da pomba para que eu voe e encontre meu repouso?" (Sl 55,7)
Assim, o peso do braço do pai sobre o pescoço do filho não o carregou, mas o aliviou; foi-lhe honroso e não oneroso ( [11] ). Como é, pois, o homem capaz de carregar consigo a Deus se não é porque o está carregando, o Deus que ele carrega? ( [12] ).
VII
E o pai ordena que o vistam com a primeira veste, aquela que Adão perdera ao pecar. Tendo recebido o filho em paz, tendo-o beijado, ordena que lhe dêem uma veste: a esperança de imortalidade, conferida no batismo. Ordena que lhe dêem um anel, penhor do Espírito Santo; calçado para os pés, como preparação para o anúncio do Evangelho da paz, para que sejam formosos os pés dos que anunciam a boa nova ( [13] ).
Estas coisas Deus faz através de seus servos, isto é, os ministros da Igreja. Acaso eles podem, por si próprios, dar veste, anel e calçados? Não, apenas cumprem seu ministério, desempenham seu ofício; quem dá é Aquele de cujo depósito e de cujo tesouro são extraídos estes dons.
Mandou também matar o bezerro cevado, isto é, que fosse admitido à mesa em que o alimento é Cristo morto. Mata-se o bezerro para todo aquele que, de longe, vem para a Igreja, na qual se prega a morte de Cristo e no Seu corpo o que vem é admitido. Mata-se o bezerro cevado porque o que se tinha perdido foi encontrado.
8. Resumo e trechos do final do Sermão 112A
"O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. Ele lhe explicou: <>. Encolerizou-se ele e não queria entrar; mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: <> Explicou-lhe o pai: <>."
Meer resume assim o final do sermão:
"Agostinho compara os judeus ao filho mais velho, que, à volta do irmão, se aborrece com o banquete e o bezerro cevado. Os judeus se aborrecem com a precedência dada aos pagãos, povos não cultivados, e que podem agora sentar-se para celebrar o místico banquete. E traça o retrato do judeu temente a Deus que medita sobre o enigma da Igreja e tem que reconhecer como o gênero humano caminha sob o estandarte de Cristo. Tal como aquele filho que vem do campo e pára diante da casa. Pensativo, discorre sobre esta Igreja e se pergunta o que ela realmente é. Vê a lei em sua casa e vê a lei entre nós. Os profetas estão com ele e estão também conosco; ele não tem já sacrifício, nós temos um sacrifício diário. Vê que esteve realmente no campo do Pai, mas não pode tomar parte no banquete do bezerro cevado. E depois ouve a symphonia, a harmonia de nossa unidade. De nada lhe adianta que saiam os criados e respondam às suas perguntas - por isso não discuto eu com eles: porque nós somos os criados -, mas a symphonia o comove, comovem-no as vozes, o coro, as solenidades, a festa eucarística, e se detém junto à Igreja e escuta; reconhece seus próprios salmos e fica pensativo... Vem o Pai e lhe diz: "Filho, tu estás sempre comigo" ( [14] ).
É a propósito desse judeu, piedoso e humilde, que Agostinho diz: "Consideremos um judeu que tenha guardado em sua mente a lei de Deus e a tenha vivido irrepreensivelmente, como disse ter vivido Saulo, para nós Paulo. Paulo foi tanto maior quanto menor se considerou; foi o máximo porque se fez o mínimo. Pois o próprio nome paulus significa pouco, pequeno, menor, mínimo; daí que, em nossa linguagem corrente, digamos: paulo post tibi loquor (daqui a pouco falarei com você); paulo ante (um pouco antes). Que é, pois, Paulo? É ele mesmo quem diz (ICor 15,9): <>." (112A, 8)
E conclui com interessante discussão sobre "o ter", a propósito da sentença do pai ao filho mais velho: "Tudo que é meu é teu".
"Como pode Deus dizer: <>? Na verdade, tudo o que é de Deus, é nosso; mas nem tudo nos está submetido. Uma coisa é dizer <>; outra, <>. Sempre que dizes <>, dizes com verdade, mas porventura é no mesmo sentido que o aplicas ao irmão e ao servo? É diferente o <> em <> e em <>; como não é o mesmo em <>, <> e <>.
"Excetuando a Mim, ouço que todas as coisas são tuas. Sim, dizes: <>, mas será que este <> é o mesmo que em <>? Ou pelo contrário <> é <>?
"Temos, pois, um superior, nosso Senhor, no qual fruímos e temos as coisas inferiores, das que somos senhores. Tudo, portanto, é nosso, se nós somos dEle" (112A,13).

quinta-feira, outubro 28, 2010

ELEFANTES

Dizem que os elefantes nunca esquecem os Fatos que marcam suas vidas.
Se vc acredita nisto (ou mesmo se não acredita), Não deixe de ler o texto abaixo.
É simplesmente  I M P R E S S I O N A N T E!


Em 1989, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University.
Em uma caminhada pela savana ele encontrou-se com um bebê elefante que estava com uma pata levantada, já havio sido abandonado pela sua mãe e pela manada por não poder mais caminhar.
Peter se aproximou muito cuidadosamente, o pequeno elefante estava furioso e stressado.
Peter ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de madeira enfiado na sola da pata.
O mais cuidadosa e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira.
Neste momento o elefante, vagarosamente, colocou sua pata no chão e fixou seu olhar diretamente nos olhos de Peter por tensos e longos segundos, que mais pareciam horas...
Peter ficou congelado pensando que seria atacado. Depois de um certo tempo o elefante fez um barulho bem alto com sua tromba, virou-se e foi embora, provavelmente em busca de sua mãe e da manada.
Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.
20 anos depois, mais precisamente em 23 de maio de 2009, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente quando eles se aproximaram da jaula dos elefantes. Uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho, Cameron de apenas 15 anos estavam.
O grande elefante encarou Peter, como a 20 anos atrás, levantou sua pata do chão e aabaixou por várias vezes emitindo altos sons enquanto encarava o homem. Todos ao se redor correram em desespero pois imaginaram que o forte e poderoso animal pudesse romper a barreira das grades e atacá-los.
Neste momento Peter, segurando seu filho pela mão para que pra que não se amedontrasse, relembrou do encontro em 1989 e reuniu toda sua força e coragem, escalou a grande grade e entrou na  jaula.
Andou diretamente até o elefante e o encarou diretamente nos olhos, como que retribuindo o olhar daquele marcante momento na savana.
O elefante emitiu um som alto, Peter sorriu e abraçou-o com a ternura que um pai abraça o filho.
Neste momento o elefante enrolou sua tromba na perna de Peter e o jogou uns 8 metros de distância, diretamente contra a parede e pisoteou por várias vezes até matá-lo.
Não era o mesmo elefante e ele se fudeu!
Esse e-mail é dedicado a todas as pessoas que mandam aqueles e-mail's melosos, que fazem você se sentir um monte de bosta e que acham que é o final feliz que vai fazer vc mudar sua maneira de encarar a vida!
E NÃO ADIANTA FICAR PUTO, NÃO! EU RECEBI DE UM AMIGO E LI ATÉ O FIM!

  AGORA PEGA E VOTA NA DILMA E VC VAI DESCOBRIR QUE ESTÁ ABRAÇANDO O ELEFANTE ERRADO, E QUANDO ELA PISOTEAR SEUS DIREITOS FUNDAMENTAIS DE SER HUMANO, SEUS DIREITOS DE CIDADANIA, E ACABAR COM OS TRES PILARES QUE SUSTENTAM A TENUE DEMOCRACIA BRASILEIRA, NÃO DIGA QUE NAO TE AVISEI!!!!!!!

quarta-feira, outubro 27, 2010

MORAL DO VOTO DO BRASILEIRO

Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz: - Hei, coelhinho, você solta pêlos?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
- De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa...

Então o urso pegou o coelhinho e limpou a bunda com ele.

MORAL DA HISTÓRIA:

CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS
POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!
No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:
- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado...!
Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo.
Já contei pra todo mundo!!!

MORAL DA MORAL:


VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS LEMBRE-SE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!


'O problema do Brasil é que, quem elege os governantes
não é o pessoal que lê jornal, mas quem limpa a bunda com ele!'

segunda-feira, outubro 25, 2010

Como perceber e se defender de pressões ideológicas em sala de aula

Uma das principais armas da anti-religião é, hoje, a sala de aula.
Como? A sala de aula?
É isso mesmo.
Pelo Brasil todo, milhares de professores devem acreditar, ou por ignorância ou por desonestidades, que, antes de ensinar a matéria, o seu principal papel é estimular o “pensamento crítico” nos alunos. Pensamento esse que não é nada mais do que formas extrapoladas e fraudulentas de ateísmo e esquerdismo, é claro.
Se essa idéia seria considerada imoral, bárbara e até mesmo criminosa em um ambiente de neutralidade intelectual, no Ensino brasileiro não é bem assim. Tal qual vimos nos últimos posts, em vários ramos esquerdistas, os conceitos de “certo” e “errado” não existem. Nem a própria realidade existe. O que existe é uma “forma de falar” expressada por um “ato de vontade” que levará a sociedade ao “paraíso social terrestre”. E para chegar lá, vale qualquer coisa. Até manipular os próprios alunos.
Eles mentem, mentem, mentem, entra em contradição e não estão nem aí.
Um exemplo: o sr. Leonardo Boff está a todo momento reclamando da “baixaria” que é o “uso político da Igreja”, ao alertar o perigo de votar em candidatos abortisas.
Mas o que ele e a Teologia da Libertação fizeram a vida toda foi EXATAMENTE isso! Esvaziar a doutrina de seu caráter espiritual e transcendental para servir ao fim de políticas comunistas. Ou seja, o que ele critica nos outros…. é a sua principal linha de ação. O velho “Acuse-os do que você é”.
Por isso, é razoável concluir que eles não tem medo nenhum de mentir ou utilizar ilicitamente a sala de aula para doutrinar os alunos em suas visões políticas.
Constatado o problema, precisamos saber como identificá-lo caso a caso e como se defender dessas pressões. O site do professor Francisco Razzo traz uma boa síntese de como saber  se o seu professor está, ao invés de ensinar matéria, despejando lixo ideológico na sua cabeça:
Caríssimos alunos, em época de eleição é preciso tomar muitíssimo cuidado, você pode estar sendo vítima de doutrinação ideológica! Seu professor pode estar usando a sua saudável inocência e entusiasmada disposição de busca por conhecimento para depositar seus lixos ideológicos. O site Escola Sem Partido fornece uma série de critérios para identificarmos quando há doutrinação ideológica em sala de aula, saiba como identificar:
Você pode estar sendo vítima de doutrinação ideológica quando seu professor:
  • se desvia freqüentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
  • adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;
  • impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;
  • exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo;
  • ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
  • ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas;
  • pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;
  • alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;
  • permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;
  • encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento;
  • não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
  • omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológida de sua preferência;
  • transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”;
  • não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão;
  • promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo, ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;
  • não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos;
  • utiliza-se da função para propagar idéias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas idéias e juízos.
Desses, eu destacaria principalmente três:
  • se desvia freqüentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
  • adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;
  • ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
  • não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
Percebeu que o seu professor está fazendo isso? Agora, a tarefa é simples. Basta aplicar um pouco de ceticismo, sempre com calma e educação. O importante é deixar claro que não é um ataque pessoal e sim uma observação válida.
Por exemplo, se o professor disser alguma mentira ou acusação sobre a religião, do tipo “a Igreja dizia que os negros não tinham alma”, você pode replicar assim: “Professor, você sabe qual a fonte primária/documento original da Igreja que afirma isso? Temos que ter cuidados para não cair em lendas urbanas, certo? Você já viu esses documentos ou viu a referência usada pelo historiador que diz isso ? Pois se não citou o documento primário, então não vale nada…”. O mesmo vale para o caso da Terra Quadrada, Terra Plana e etc.
Como é mentira, ele provavelmente vai ficar baqueado. Se ele citar alguma coisa, peça para ele trazer o documento na próxima aula e faça uma pesquisa na internet e traga os seus também. Aí, é só ver quem estava com a razão. Se for pilantragem, ele vai ficar desmoralizado perante a turma.
Se ele ridicularizar alguma crença religiosa ou política, ou alguma figura pública, a resposta pode ser algo nesse sentido:  “Professor, me permite um aparte? Em nome do respeito, o senhor se importaria de não fazer mais esse tipo de comentário? Tenho certeza que deixa alguns alunos incomodados e também tenho certeza que não é isso que um sujeito como você quer… Se importaria de atender meu pedido?”. Se ele fizer de novo, é só relembrá-lo de quando ele disse que ia parar. Se ele disser que é brincadeira, diga que você sabe, mas mesmo assim gostaria que não ocorresse de novo. Continue pedindo para parar. Já se ele disser que não, vai perder o respeito de todos.
Se ele pregar explicitamente alguma doutrina (como ateísmo e comunismo), indicar só autores ou fizer comentários sobre fatos políticos atuais, retruque nessa linha: “Professor, vi que você defende ou simpatiza um [certo ponto de vista], não é? Olha, eu até concordo em parte com algumas coisas que você disse. Mas não  seria mais interessante, já que estamos em um ambiente de formação, que o senhor falasse da mesma forma do ponto de vista contrário/indicasse autores que defendam o capitalismo também? Assim teremos os dois lados para escolher. Dessa forma, não aprenderíamos melhor?” Mais uma vez, ele não vai ter saída.
São todas frases simples. Levam alguns segundos para ser ditas e geram um benefício enorme. Tome um pouco de coragem, faça esses questionamentos e desmascare um picareta.
O seu cérebro agradece.

domingo, outubro 24, 2010

Dilma e seus amigos da CNBB

Márcia Vaz, escritora e palestrante
Dilma Rousseff declarou publicamente: “Todas as minhas amigas que eu vi passar por experiências assim (abortos) entraram chorando e saíram chorando”.
      Uma vez que aborto é crime no Brasil, isso não está parecendo nada com “questão de saúde pública”, mas da competência da segurança pública, que deveria investigar as declarações públicas de Dilma afirmando que suas amigas (não especificadas) fizeram aborto num espaço físico (não especificado), com a ajuda de quem (também não especificado) e a Senhora Dilma Rousseff viu as amigas entrando e saindo para abortar (cúmplice?). Essas amigas choravam porque foram agredidas? Ou porque doeu? Quem agrediu quem? E os bebês? Quantos foram? Choraram? Doeu neles? Ou só doeu nas amigas da candidata?
     Para piorar o que não poderia ser pior, Dilma Rousseff estava se condoendo das coitadinhas das mães que abortam usando... (é até difícil de escrever)... agulhas de tricô. Afinal, o SUS tem condições de matar bebês com instrumentos melhores para a segurança das mães e piores para desgraça dos bebês. E Dilma acha que agulha de tricô para abortar está entre “métodos absolutamente medievais”. Mas a Idade Média não foi justamente aquela que inovou começando a proteger os oprimidos doentes? Porque antes da Idade Média, os doentes eram considerados fracos e, frequentemente, eram jogados fora pelos próprios pais, entregues aos lobos ou aos precipícios. Não foi durante a Idade Média que os doentes (antes desprezados) foram valorizados nos primeiros grandes hospitais gratuitos junto às catedrais? A História está se repetindo: Dilma e o PT, bem ao estilo pagão, oferecem aborto para os fracos. Na contramão, os cristãos continuam oferecendo a defesa dos fracos e dos bebês...  
    Mas com todas essas afirmações Dilma não foi parar na delegacia. Sabe quem quase foi parar na delegacia em cena que parecia mais do filme “A Vida é Bela”? O senhor Paulo Ogawa, dono da gráfica que imprimiu os panfletos do arqui-inimigo do PT, Dom Luiz Bergonzine, da Arquidiocese de Guarulhos, enquanto da arquibancada a CNBB assistia ao aborto de um dos arqui-planos de um bispo católico. Afinal, a CNBB pode ficar tranquila porque se o PT ou a polícia der uma batida lá não vai achar a carta em defesa da vida nem no seu site.
     A CNBB removeu a carta rapidinho, antes que Rousseff e seu partido chegassem para a visita. E quando chegaram... a conversa mudou: água potável, casa própria, e lá pelas tantas uma leve perguntinha sobre o aborto. E de troco a discreta, disfarçada e evasiva respostinha de sempre: ”Eu, particularmente, sou contra o aborto, mas...”
        O Brasil inteiro — católicos, cristãos e não cristãos — se posicionando principalmente, MAS NÃO SOMENTE, contra ou a favor do aborto, e a CNBB prioriza perguntas para Dilma sobre temas de fim da pauta como água potável, moradia... É brincadeira!? Antes de tomar água potável ou não, morar numa casa própria ou não, é preciso ter a oportunidade de nascer. Nascer é prioridade sobre tomar água, porque senão, do jeito que o desprezo à vida humana está aumentando, toda água do planeta ficará só para os peixinhos.
     E quem pensa que as únicas amigas da Dilma são aquelas do aborto, engana-se. Basta ver a despedida escandalosa dela dentro da CNBB dizendo que foi muito bem recebida lá quando em muitos lares, ela nem passa da porta. Ela afirma ter grandes amigos na CNBB, e que deve muitos favores a CNBB. Tudo registrado no YouTube. Quem seriam os grandes amigos? Quais os favores? Não dá para dizer todos os nomes ou desenhar o rosto? 
      Só quem perdeu o crédito foi a CNBB, porque a carta de Dom Bergonzine está ficando mais famosa que a de Pero Vaz de Caminha.
     Impossível no atual momento querer que o povo separe religião de política, que não tome partido, ou não se torne pelo menos um fervoroso anti-PT, principalmente porque quando partidos vermelhos sobem ao poder é de praxe a perseguição a todos aqueles que acreditam em Deus, o que resulta em perseguir mais de 90% dos brasileiros. Não é muita ousadia e atrevimento?
     Mas estas eleições estão prestando um ótimo serviço à população ao separar o joio do trigo. Todos estão vendo o PT tropeçando e cambaleando na tentativa de nublar seu tradicional apoio ao aborto. Na CNBB, a bisparada da Teologia da Libertação conseguiu a retirada da carta de Dom Bergonzin. Entre os evangélicos, o corajoso vídeo do Pr. Paschoal Piragine foi censurado.  
     Enfim, no 2º turno só restou votar “ou pela Dilma ou contra a Dilma”. Para os católicos, é votar “ou pela Igreja Católica ou pelos amigos da Dilma na CNBB”. Para todos os cristãos, é votar “ou por Deus ou contra Deus”. O caso de Dilma e seus suspeitos amigos cai como uma luva no ditado: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Mas independente de Dilma revelar ou não quem são seus grandes amigos dentro da CNBB, de ela dizer ou não à polícia o nome de todas aquelas suas amigas que mataram seus bebês, não votarei no PT e muito menos em sua candidata vermelha de posições de sangue, mas nunca vermelha de vergonha.
Editado por Julio Severo

REFLEXÃO

“Sentimos raiva principalmente contra aqueles aos quais pensamos que propositadamente nos prejudicaram” Santo Tomás de Aquino

Faça Sua Pesquisa Aqui

Pesquisa personalizada
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

CF 2010: Economia e vida

HINO DA CF - 2010