BÍBLIA CATÓLICA ONLINE

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

BATIZAR CRIANÇAS SIM, MAS ANTES DE TUDO, EVANGELIZAR OS ADULTOS.

Ao ler os Atos dos Apóstolos, percebemos que o batismo estava ligado as "casas" ou às famílias inteiras (At 11, 14; Is, 15.33; 18, 8).
O batismo era assumido por adultos conscientes, maduros, livres, conhecedores de sua fé cristã e, conseqüentemente, fiéis ao seguimento de Jesus Cristo. Neste ambiente comunitário de fé as crianças se embebiam da vida cristã.
O batismo, neste tempo, tinha um caráter de integração na comunidade dos seguidores de Jesus e não apenas pensado como algo para alcançar a salvação. Havia sempre um processo de conversão em resposta à Palavra de Deus.
Nos séculos III e IV encontramos uma preparação prolongada, séria e sistemática em torno dos sacramentos da iniciação: batismo, crisma e eucaristia, chamado de catecumenato.
A partir do século V, em ambiente de cristandade, generalizou-se o batismo das crianças recém-nascidas.
Hoje, carregamos o peso desta tradição passada, em que batizar é algo inerente à sociedade, mas, sem o compromisso da vivência da fé, testemunhada na comunidade. Precisamos reconhecer que vivemos hoje num mundo não mais cristianizado, mas secularizado, e muitas vezes indiferente.
Uma grande maioria dos pais que pedem o batismo para seus filhos não foram nem evangelizados.
A maior preocupação, em nosso tempo, ainda está relacionada à sacramentalização e não à evangelização. Não se faz um processo de opção, adesão e conversão a Jesus Cristo. O que importa é que todos, rapidamente, recebam os sacramentos de iniciação.
A GRANDE DIVERSIDADE DE CRISTAOS PRESENTES EM NOSSAS COMUNIDADES
Apesar da grande diversidade de vivências da fé existentes em nossas comunidades, uma maioria se diz católica. Destes católicos temos uma parte de engajados, que assumem pra valer sua missão de batizados. Podemos dizer que são as forças vivas que movem as pastorais, movimentos, organismos e serviços. Muitos são os católicos participantes, que freqüentam as celebrações dominicais. Por outro lado, vemos que uma boa parte são apenas clientes, isto é, aparecem raramente, porque têm algum interesse.
Temos ainda os simpatizantes. Os que aparecem no dia de alguma festa, missa de 7" dia, Semana Santa... Estes vivem uma fé muito particularizada, individualizada.
Por último, temos os afastados. Podemos caracterizar seu afastamento em dois sentidos: os que se afastaram devido a mágoas, ressentimentos, por não admitirem algum comportamento, atitude... Por outro lado, temos os que se afastaram por não serem bem acolhidos, entendidos, aceitos da nossa parte.
RESPONSABILIDADE DOS ADULTOS: PAIS E PADRINHOS
O batismo é ainda um dos sacramentos mais valorizados. O povo vive o batizado de uma criança como um acontecimento muito significativo, tendo um caráter festivo. Para muitos é celebrado com grande estilo, isto é, com convites a familiares, amigos...
O povo vê o batismo como um bem e querem que suas crianças sejam batizadas. Para muitos, porém, é ainda um fato mágico e automático, vivido tradicionalmente, que após recebido não influi em nada sobre o agir, principalmente nos adultos.
Para que este sacramento seja vivido de forma adequada é preciso ultrapassar os vícios: o automatismo e a negligência (batiza-se porque os pais também são batizados, são católicos, sem nada exigir, com a desculpa da misericórdia e da caridade pastoral) (Estudos da CNBB 81, pág. n.º 42).
É preciso então, levar em conta algumas exigências.
O Batismo é um sacramento de fé, portanto, exige-se dos pais e padrinhos que tenham fé e a testemunhem em comunidade e se comprometam em transmitir e vivenciar esta fé a seus filhos e afilhados.
Pais e padrinhos necessitam ajudar-se mutuamente na educação da fé dos batizados. As crianças bebem pelo testemunho, o viver a fé, e assim aprendem a amar a Deus e ao próximo, como Cristo ensinou a seus discípulos.
Quando os pais pedem o batismo para seus filhos, também estão pedindo a fé, vivida na Igreja católica, que é constituída como comunidade. Portanto, o ser igreja exige participarão, compromisso, envolvimento...
E com relação à escolha dos padrinhos? Estes necessitam professar uma fé cristã adulta, não serem apenas meros espectadores de um cerimonial.
Para que aconteça uma real consciência sobre este sacramento, é preciso aprimorar os chamados "encontros de preparação para o batismo".
Estes necessitam ser muito motivados e assumidos com caráter familiar e de celebração. É importante, também, que eles tenham um antes, um durante e um depois:
  • Um antes: com visitas às famílias das crianças que vão ser batizadas pelos agentes de pastoral, ou ainda pelos movimentos ligados à família.
    Ex.: movimento de irmãos, diálogo...
  • Um durante: acolhimento dos pais e padrinhos nos encontros, conhecimento mútuo, saber da realidade de cada família, favorecer um diálogo...
  • Um depois: acompanhamento de cada familia, por um casal, até depois da realização do batismo.
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    Ir. Marlene Bertoldi



    quarta-feira, fevereiro 24, 2010

    OS MILAGRES NA IGREJA CATÓLICA: UMA QUESTÃO APOLOGÉTICA?

    CONV, Fr Alexandre Patucci de Lima OFM. Apostolado Veritatis Splendor: OS MILAGRES NA IGREJA CATÓLICA: UMA QUESTÃO APOLOGÉTICA?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5701. Desde 25/05/2009.

    Por Fr. Alexandre Patucci de Lima, OFM Conv

    Por vezes, os evangélicos afirmam que na Igreja Católica não há milagres como em suas igrejas e nos seus cultos. Esses protestantes afirmam que nos cultos ocorrem muitas curas e milagres e que na missa católica nada disso acontece, sinal de que Deus estaria agindo nas igrejas protestantes.

    O que nós católicos podemos dizer diante desses questionamentos?

    Primeiro, e digo isso com toda certeza, a maioria dessas curas ocorridas nessas igrejas não são milagres. Vou me explicar. Hoje a medicina e a ciência sabem que mais de 80% das doenças são de origem psicossomática, ou seja tais doenças têm sua origem na psique (“Mente”) humana. Essas doenças de origem psíquica tornam-se doenças orgânicas. Sendo assim, ocorre que muitas vezes, uma pessoa doente ao manifestar uma confiança alta em um curandeiro ou pregador, pode obter sua cura devido a um processo conhecido como sugestão psíquica. A própria mente da pessoa possui capacidades curativas que podem curar um sistema doente se essa doença possui origem psíquica. Essas curas são reais, mas não são milagres. "Uma recente tese de medicina afirma: 'Não se pode mais ignorar os fatores psíquicos na etiologia de muitas perturbações funcionais, quer se trate de problemas cardíacos, digestivos respiratórios, urinários, sexuais e dermatológicos, entre outros. Também não há nenhuma dúvida de que certas doenças, como hipertensão arterial, asma, doenças coronárias, psoríase, ulcera digestiva, e tantas outras resultam de componentes psicológicos dominantes, de interações emocionais que produzem, seguramente conseqüências fisiológicas" (Chiron, Yves, Os milagres de Lourdes, p. 38, 2002). Existem portanto muitas doenças em que a verdadeira causa é psicológica ou psíquica (Até alguns tipos de câncer pode ter origem psíquica). Quando a pessoa consegue reverter tal processo psicológico, ela pode ser curada. Isso não depende exclusivamente de Deus e de nenhuma religião.

    Precisamos, portanto, separar o que seja cura e o que seja milagre. Toda religião se preocupa com a cura e a saúde das pessoas. As orações de cura são praticadas pelas igrejas evangélicas e é praticada também pela Igreja Católica (unção dos enfermos, e grupos de oração da RCC, novenas, etc..). Essas orações podem obter muitas curas, porém tais curas, na maioria das vezes, não são milagres propriamente ditos. Convém lembrar, no entanto, que mesmo que tais curas não sejam consideradas milagres, que Deus pode agir por meios naturais para curar o homem. O poder da oração, nesses casos, é próprio da própria constituição psíquica do homem. A nossa mente tem poder de causar doença (doenças psicossomáticas) e poder de curar, e a oração é também um meio eficaz de ajuda psíquica que pode auxiliar na cura, e então, mesmo que dissermos que tal cura não é milagre, não significa dizer que Deus não possa ter agido ai. Deus age também por meios naturais. Continue lendo... 

    domingo, fevereiro 21, 2010

    Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista .

     O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) contém uma série de diretrizes inconstitucionais que pode desestabilizar o equilíbrio de Poderes no Brasil.
    O alerta é lançado pelo jurista Ives Gandra Martins, doutor em Direito com reconhecimento internacional e mais de 40 livros publicados e traduzidos em mais de dez línguas em 17 países. “É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana”, salienta.
    Entre as propostas polêmicas contidas no Programa, ações que pretendem descriminalizar o aborto, reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, garantir o direito de adoção por casais homoafetivos, impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, desestabilizar o direito à propriedade privada (com a criação de câmaras de conciliação dos conflitos, sejama grários ou urbanos), bem como a regulamentação profissional da prostituição.
    Ives é taxativo: “Eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: ‘Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor’. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale”.
    Nesta entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com, o jurista explica os pontos cruciais do PNDH-3 e aponta a inconstitucionalidade das propostas.
    noticias.cancaonova.com: Como o senhor avalia o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)?
    Ives Gandra Martins: Na minha opinião, o decreto que institui o PNDH-3 é inteiramente inconstitucional. Ele é editado pelo Poder Executivo, mas atinge aspetos que dizem respeito às prerrogativas próprias do Poder Legislativo, contra o artigo 49 da Constituição FederalÉ da competência exclusiva do Congresso Nacional: [...] V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa“. (CF): “
    O pior é que tudo isso é uma escarrada repetição da Constituição Venezuelana. Em outras palavras, é o regime marxista que temos na Venezuela que nossos aprendizes de ditadores, aprendizes de revolução chavóide [Hugo Chávez, presidente da Venezuela] estão pretendendo colocar no Brasil. O que se pretende é dar um novo status jurídico ao Brasil, a caminho da ditadura, em que o Poder Executivo é tudo e os outros poderes são nada.
    É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana, através do qual só pode falar nesse país quem for materialista, ateu, não acreditar em Deus e se pautar pela cartilha desses cidadãos.
    noticias.cancaonova.com: Mas um dos principais argumentos do governo é exatamente o pluralismo do plano, que incorpora resoluções da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (realizada em Brasília entre 15 e 18 de dezembro de 2008), bem como propostas aprovadas em mais de 50 conferências nacionais temáticas promovidas desde 2003. Em sua nota de esclarecimento, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) explica que mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas diretamente na elaboração do programa, além de consulta pública.  Continue Lendo...   

    sábado, fevereiro 20, 2010

    “Sereis como deuses…” , defende Plano Nacional de Direitos Humanos, do presid. Lula

    Adão e Eva podiam comer de todas as árvores do jardim. A única proibição era que eles decidissem por si mesmos o que é bem e o que é mal (Gn 2,16-17).
    A serpente enganou o primeiro casal dizendo que a felicidade deles estaria em desobedecer a Deus. Comendo do fruto proibido, eles estariam agindo “como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3,5). Ser livre para satisfazer os próprios caprichos, sem se importar com as leis que o Criador inscreveu na natureza: eis a libertação do homem!
    Todos nós conhecemos as tristes consequências dessa rebelião contra Deus, dessa reivindicação de uma falsa autonomia diante do Criador.
    * * *
    No dia 21 de dezembro de 2009, às vésperas da Solenidade do Natal do Senhor, o presidente Lula presenteou os brasileiros com o Decreto 7037/2009[1], que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ao povo foi oferecido o direito de agir ignorando a Deus e não se importando com as leis naturais.

    “Não matarás” (Ex 20,13) Segundo Lula, seremos felizes não se respeitarmos a vida, mas se tivermos o direito de matar. Por isso o governo pretendeapoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomiadas mulheres para decidir sobre seus corpos (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g).
    Usando a inverdade de que existem casos em que o aborto é “legal” no Brasil, o Estado já vem financiando sua prática em nossos hospitais. É desejo do governo implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado (sic), garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso (Eixo Orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico II, ação programática g).

    “Homem e mulher os criou” (Gn 1,27) Segundo Lula, a complementaridade natural dos sexos não precisa ser respeitada. Essa lei, segundo a qual somente um homem e uma mulher podem casar-se entre si, é apelidada de “heteronormatividade”. O governo se propõe “desconstruir” essa regra, reconhecendo novas formas de família. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d). Pretende ainda “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos (Idem, ações programáticas b, c).
    Tão grande é a autonomia proposta pelo governo, que ninguém deve ser obrigado sequer a aceitar o próprio sexo. Quem estiver insatisfeito, pode ir ao SUS a fim de fazer uma cirurgia “transexualizadora”. O decreto promete garantir o acompanhamento multiprofissional a pessoas transexuais que fazem parte do processo transexualizador no Sistema Único de Saúde e de suas famílias (Eixo orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico IV, ação programática p).

    “Não cometerás adultério” (Ex 20,14) Em matéria sexual, o governo oferece a felicidade através da liberdade. Todos devem ter direito à “livre orientação sexual” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V). Não deve haver liberdade, porém, para se opor ao homossexualismo. Essa conduta, apelidada de “homofobia”, deve ser combatida pelo Estado. Para isso, o governo pretende “fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (sic) e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática g).
    A prostituição não deve ser combatida, mas reconhecida como uma profissão. Segundo o governo, é precisogarantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). Pretende-se ainda quebrar a imagem negativa das mulheres prostitutas: “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (Eixo orientador III, diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática h).

    “Não roubarás” (Ex 20,15) Um dos grandes entraves do governo petista em seu apoio às invasões de terra é a ação de reintegração de posse. Por esse meio processual, o proprietário tem restituído o direito à posse de que havia sido privado pelo invasor. O decreto do presidente Lula dá a entender que se pretende dificultar o cumprimento dessas ordens judiciais: propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos (Eixo orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática b). De fato, se invadir propriedade privada é um direito humano, é lógico que o governo queira mudar a lei para garantir o exercício desse direito.

    “Amarás o Senhor teu Deus” (Dt 6,4) Se, conforme pensa o governo, Deus é inimigo do homem por cercear sua liberdade, é necessário expulsar a Deus. Por isso o decreto prevê desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c). A preocupação de Lula é compreensível: a presença de um crucifixo nos prédios dos Ministérios, do Congresso Nacional e dos Tribunais é incômoda para os que pretendem condenar inocentes à morte.
    * * *
    Como ocorreu no jardim do Éden, as promessas de Lula são ilusórias. O convite à liberdade esconde uma dura escravidão.
    Se, por exemplo, são direitos humanos o aborto, o homossexualismo e a prostituição, o governo pretende punir os que ousarem falar contra esses “direitos”. O decreto prevê diversas penalidades para os meios de comunicação social que contrariarem sua ideologia: “propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas (Eixo Orientador V, diretriz 22, objetivo estratégico I, ação programática a).
    Como se vê, estamos às portas de uma ditadura.

    Quem assinou o decreto? O decreto 7037/2009 traz a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros. Entre eles figura Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República.



    Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz - Presidente do Pró-Vida de Anápolis

    sexta-feira, fevereiro 19, 2010

    ENTENDENDO A INQUISIÇÃO

    As concepções passadas por historiadores brasileiros (geralmente comunistas) sobre a Inquisição são fantasiosas.
    Esse é um dos maiores mitos do mundo moderno. Criado no Renascimento, alimentado pelas primeiras gerações de protestantes e, posteriormente, pelos iluministas, esse mito diz que a Igreja matava quem discordasse dela, o que não é verdade, coisa que qualquer um que estudar os grandes debates filosóficos e teológicos ocorridos durante a Idade Média percebe.
    Marcelo Moura Carvalho nos ensina que:
    “A Inquisição foi criada para combater a heresia dos cátaros, conhecidos também como albigenses. Sem entrar em maiores detalhes, essa heresia, baseada numa visão gnóstica do mundo, pregava que a matéria era ruim e, conseqüentemente, tudo relacionado a ela também. Por causa disso, os cátaros pregavam o suicídio, a revolta contra o poder político e eclesiástico. Era comum que hordas de cátaros realizassem violentos saques matando quem aparecesse no caminho, especialmente às grávidas (já que a matéria é ruim, engravidar é um dos piores crimes). Portanto, bem mais que mera divergência doutrinária, a heresia dos cátaros era um problema de Estado. Além do mais, era comum que os senhores feudais sufocassem violentamente as revoltas dos cátaros e os matassem sem qualquer tipo de julgamento. Isso quando a própria população não reagia e os linchava. Por estranho que possa parecer aos olhos modernos, foi por causa da Inquisição que os hereges ganharam um julgamento, que na maioria dos casos era justo. Em suma, a Igreja nunca desejou a fogueira para aqueles que dela discordassem. Para maiores detalhes sobre o assunto, recomendo a leitura do livro ‘A Inquisição em seu tempo’ de João Bernardino Gonzaga”.
    Isso sem contar os casos de monarcas que eram inimigos da Igreja, como Frederico II e Henrique II, que combateram as heresias ferozmente, na maior parte dos casos, para ganhar os bens que eram confiscados dos hereges. Está aí, portanto, de maneira clara, diria até cristalina, que a Igreja nunca desejou a morte de quem, simplesmente, dela discordasse. Da situação exemplificada por esses monarcas tira-se outra conclusão: a de que o poder civil estava matando hereges sem qualquer tipo de julgamento. Não tenho dúvidas de que se a Igreja nada tivesse feito, hoje Ela seria acusada de omissão.
    Marcelo continua:
    “Claro que, apesar do procedimento criado pela Inquisição ser justo na maioria das vezes, ocorriam injustiças, fato, aliás, que é notório para a própria Igreja, já que Ela mesma ensina, alicerçada nos ensinamentos de Cristo, que todos nós somos pecadores (incluindo o presidente Lula que diz ser um homem sem pecado). Mas, ao contrário do mito, as injustiças são a minoria dos casos”.
    Bernard de Gui, um dos mais famosos e severos inquisidores escreveu que:
    “O Inquisidor deve ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirpação das heresias. Em meio às dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá à cólera nem à indignação… Nos casos duvidosos, seja circunspecto, não dê fácil crédito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade, – também não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável freqüentemente acaba por ser comprovado como verdade… O amor da verdade e a piedade, que devem residir no coração de um juiz, brilhem nos seus olhos, a fim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade”.
    Isso porventura quer dizer que a Inquisição foi uma coisa linda e maravilhosa? Não, mas quer dizer que foi melhor que a situação que existia anteriormente e está longe de ser o horror pregado por aí, que diz que a Inquisição é o fenômeno mais perverso da História. Alguém que diz isso perdeu completamente o mínimo senso das proporções, já que ideologias atéias como o nazismo e o comunismo foram infinitamente piores que a Inquisição. Revoluções baseadas no sentimento anticlerical, como a Francesa e a Mexicana, mataram em poucos dias o mesmo que os erros da Inquisição mataram em seis séculos. E, além de esses erros terem sido condenados pelo papas da época, o Santo Padre João Paulo II ainda teve a humildade de pedir desculpas pelas pessoas que os cometeram.
    Para saber mais:
    http://www.permanencia.org.br/revista/atualidades/inquisicao.htm

    quinta-feira, fevereiro 18, 2010

    Coabitação Prenupcial Pode Estragar Casamento

    Um estudo recente aludido no LiveScience sugere que casais que coabitam antes do casamento são mais susceptíveis de se divorciar do que casais que não vivem juntos até o casamento.
    Segundo uma estimativa, mais de 70% dos casais norte-americanos coabitam antes do casamento. O estudo, publicado na edição de Fevereiro do Journal of Family Psychology, indica que tal passo pode não ser sensato. Isto não se deve ao facto de uma das pessoas começar a enervar a outra, mas sim ao facto de viver junto poder conduzir o casal a entrar no matrimónio pelas razões erradas.
    A pesquisadora chefe Galena Rhoades (University of Denver) afirma:
    Nós julgamos que casais que começam a viver juntos sem um verdadeiro compromisso para o casamento podem acabar por serem arrastados para um casamento parcialmente porque já estão a viver juntos.
    Os casais podem também ser empurradas para o casamento devido a uma dívida comum (casa, carro, etc) ou devido a presença de um animal de estimação.
    Nós achamos que existe um sub-conjunto de pessoas que começou a coabitar antes do casamento, que possa ter decido casar por motivos diferentes do que o seu relacionamento.
    Por outras palavras, o casamento que se seguiu a coabitação não foi algo que veio acrescentar algo a relação nem ao compromisso, mas sim algo que a dada altura foi "prático". Claro que se um relacionamento que se quer para toda a vida começa como algo "prático", há grandes probabilidades de se dissolver mais tarde.
    Se é "prático" casar para ficarem juntos, talvez seja prático terminar o relacionamento quando o sentido prático se desvanecer. O casamento não será portanto, uma decisão baseada no compromisso, mas sim um passo baseado no utilitarismo.

    Conclusão

    A destruição da instituição do casamento é mais um dos muitos sinais da secularização da sociedade ocidental.
    Será que há alguma coisa boa que o ateísmo produza para a sociedade? *
    Mateus 19:4-6
    Ele, porém, respondendo, disse-lhes:
    Não tendes lido que Aquele que os fez, no princípio, macho e fêmea os fez,
    E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe,
    e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?

    Assim, não são mais dois, mas uma só carne.
    Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem.

    quarta-feira, fevereiro 17, 2010

    O Tempo da Quaresma

    Por ( Marcos Roberto de Brito: Coordenador regional da RCC - Penápolis, Diocese de Lins SP. 


    O que quer dizer Quaresma

    A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizado para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

    Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive - Diretório da Liturgia - CNBB) da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.

    Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

    Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

    Qual o significado destes 40 dias

    Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

    O que os Cristãos devem fazer no tempo da Quaresma?

    A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então se recolher para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.





    Ainda é de costume jejuar neste tempo Quaresmal?

    Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.

    Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

    O jejum, assim como todas as penitências, são visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

    O que é Campanha da Fraternidade?

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    terça-feira, fevereiro 16, 2010

    CARNAVAL: SEMANA DE FOLIA E PECADO

    No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.
    Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento das suas vestes e a sua bárbara flagelação?

    E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?

    E toda blasfêmia, e todo grito imundo, e todo riso descomposto, não assemelham às cusparadas com que foi conspurcada a face do Senhor?

    Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.

    Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente; nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás. Deve haver também almas boas, como Verônica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; deve haver também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.

    Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada. Procuremos ser, nós, de outro lado, o amor fiel.

    Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante...!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.

    Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal.

    E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.

    Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se.

    Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.

    Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).

    Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.

    Elas não têm tempo nem vontade de levá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.

    Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).


    FONTE: BOLETIN SAGRADO

    domingo, fevereiro 14, 2010

    Quarta feira de Cinzas - O significado das cinzas

    Quarta feira de Cinzas
    - Início da Quaresma –

    O significado das cinzas

    O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza" (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

    O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro "De Poenitentia" , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria "viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas". O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

    Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo". Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

    Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

    Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.


    BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS NO INÍCIO DA QUARESMA

    Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:

    1. Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: "você é pó, e ao pó voltará" (Gn 3, 19). Somo chamado;

    2. Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

    Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração da Palavras.

    Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando a atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.

    QUANDO A PROSPERIDADE É DIVINA!!!

    "Propôs-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era sábio nas visões de Deus; nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar". (2Cr 26.5)    
    É fácil o ser humano associar prosperidade á riqueza. As propagandas de televisão, o marketing agressivo dos consórcios, os programas que presenteiam as pessoas com inúmeros bens nos revelam isso. As pessoas de um modo geral associam o ter ao ser, quando na realidade o "ter" nem sempre significa o "ser". Pare pra pensar numa pessoa bem rica com muitas posses, mas que devido a uma enfermidade vive na cama sem poder gozar de seus bens, isso é ser próspero? Pense agora nesta mesma pessoa, passando pelo mesmo problema, sendo amada pelo que é, e não pelo que tem, vivendo rodeada pelos filhos, amigos e parentes, podendo viver através deles tudo o que tem. Talvez agora possamos enxergar melhor e dizer que esta pessoa é próspera sim!
    Prosperidade pode incluir a riqueza, mas não é a riqueza em si. Podemos dizer que prosperidade é a ausência da necessidade ou um suprimento milagroso e diário de Deus em todas as áreas de nossa vida. Veja que eu disse suprimento e não vaidades pessoais. Muitos andam em busca de vaidades pessoais achando que isso pode transparecer sua prosperidade. Eu posso querer ter bens materiais, satisfazer meus desejos pessoais, o que não posso é achar que isso sempre será a prosperidade vinda de Deus, pois a prosperidade segundo a Bíblia possui um foco além das coisas materiais e visíveis, e parte para as coisas invisíveis e eternas. Prosperidade é um bolo, e não uma parte do bolo. Prosperidade não se expressa em valores, mas nos valores que agregamos a ela.
    Baseado em (2Cr 26.1-15) em que o rei Uzias é o personagem principal, podemos retirar algumas lições sobre a prosperidade divina:
    1 - A prosperidade divina alcança aqueles que andam retamente em sua presença (2Cr 26.4)
    2 - A prosperidade divina é conquistada por aqueles que buscam ao Senhor  (2Cr 26.5)
    3 - A prosperidade divina se traduz em ajuda quando temos inimigos ao redor (2Cr 26.7)
    4 - A prosperidade divina se traduz em fraternidade quando olhamos o bem comum a nós como bem comum ao nosso povo e ao próximo (2Cr 26.10).
    5 - A prosperidade divina se traduz em segurança quando confiamos em Deus e tomamos sua direção (2Cr 26.11-15)
    6 - A prosperidade divina nos fortalece á medida que cremos que as provisões de Deus não faltarão em hipótese alguma (2Cr 26.8b; 15b)
     FONTE 

    quarta-feira, fevereiro 10, 2010

    * Sul da África: O papel da Igreja Católica na Assistência aos doentes de AIDS.

    Na África do Sul, o programa ‘Alívio à AIDS’ (AidsRelief), foi oficialmente assumido pela Conferência Episcopal do Sul da África, que engloba os bispos da África do Sul, Botsuana e Suazilândia.
    O evento premia o esforço e os resultados da Igreja Católica na assistência à maior população do mundo contagiada pelo vírus HIV” – comentou Ruth Stark, representante do CRS (Catholic Relief Services, a Caritas dos EUA), em uma cerimônia em Johanesburgo.
    ‘AidsRelief’ fornece cuidados e assistência a mais de 60 mil doentes nos três países que detêm os mais elevados índices de infecção pelo hiv.
    O programa é financiado pelo Plano Presidencial de Emergência para a AIDS, cujas verbas são enviadas à África do Sul pelo CRS.
    Irmã Alison Munro é a responsável por este setor, na Conferência. Em Johanesburgo, ela se disse muito orgulhosa e grata às pessoas que trabalham no território dedicando seu tempo e assistência às crianças, nas aldeias. “A seriedade e o compromisso de nosso pessoal estão à altura de desafios incríveis, em meio a situações muito difíceis. É o seu trabalho que nos mantém” – disse, agradecendo-as.
    A religiosa recordou que a Igreja sul-africana é coadjuvada, nesta obra, por entidades católicas da Irlanda, Holanda, Inglaterra e Gales. O programa é destinado principalmente às crianças, e mesmo consciente de ser ‘uma gota no oceano’, Irmã Alison ressalva que “seu efeito-dominó é impossível de se definir”.
    Graças à distribuição gratuita de medicamentos antiretrovirais, a maior parte das pessoas inseridas no programa consegue sobreviver à doença e viver sua existência com dignidade.
    Na África do Sul, a poligamia é permitida e faz parte da cultura zulu: uma prática que tem sido criticada por ativistas que lutam pela prevenção do HIV/Aids. Ao menos 5,7 milhões de sul-africanos estão infectados com o vírus.
    Fonte: Rádio Vaticana.

    segunda-feira, fevereiro 08, 2010

    CATÓLICOS COVARDES

    Feitos da Igreja Católica
    Nas universidades, principalmente nas áreas humanas e biológicas, há uma contínua pregação contra a Igreja. Prega-se que a Igreja é a megera da história, a grande assassina da história, que pela maldade sempre dominou o poder e escravizou a humanidade. Quando, na verdade, é sempre o contrário. A Igreja tem uma posição muito clara, definida, corajosa; pois ela não tem medo de dar a cara para bater e, hoje, a gente percebe que o lugar mais difícil de viver a fé é na universidade.

    João Paulo II nos diz: “Lança-te ao lago, vá para águas mais profundas”. Ou seja, vamos buscar peixe grande. E para pescar em alto mar você precisa ter um barco grande, um equipamento bom, e perícia como pescador. E essa perícia como pescador hoje é você estar preparado para mostrar aos outros a razão da nossa fé.

    Hoje, nos colégios, os católicos são massacrados. O que eu quero com essa nossa aula é mostrar o papel da Igreja, é apontar o que ela fez de bonito que não é contado. Só é mostrado o que a Igreja fez de ruim, os pecados de seus filhos. Muito filhos erraram, mas a Igreja aprendeu e não comete mais esses erros. E na universidade só conta o negativo, e ela fica permanentemente num tribunal.

    A Igreja construiu a civilização ocidental e a inquisição não foi esse monstro que contam. O que faço é uma tentativa de colocar nas mãos dos jovens uma defesa para enfrentarmos a onda anticatólica que existe hoje em nossa sociedade, querem tirar os crucifixos, querem tirar o nome de santos das ruas...

    Se a sociedade rejeita um Deus que morreu por nós, o que a sociedade vai respeitar? Hoje a sociedade não respeita nada, é por isso que estão pregando o aborto, o suicídio assistido, a eutanásia... Quando não se respeita Deus, não se respeita ninguém. Estamos numa encruzilhada e são os jovens que tem que enfrentar essa luta.

    Eu, até o meu último suspiro, vou morrer protestando contra esse mundo ateu, materialista. Os católicos são a maioria, mas, infelizmente, uma maioria silenciosa. Leão XIII dizia que os católicos são covardes, porque nós somos silenciosos. A maioria silenciosa, deixa uma minoria barulhenta tomar conta de nós e ficamos caladinhos. Não podemos continuar calados, temos que viver, nós temos o direito de viver nossa fé.

    Quero contar todas as coisas que a Igreja fez para construir a civilização ocidental. Foi a Igreja que, ao lado de cada Catedral, colocou uma escola, um hospital, um sanatório, criou as universidades... A Igreja foi a matriz da arquitetura, da música, da arte, da agricultura.. .

    A igreja mudou a civilização em que estamos, ela a restaurou e a construiu. Os professores das universidades não falam isso. Não tem civilização mais bonita, mais avançada do que a civilização ocidental.

    No século VI, São Cesário viu a necessidade de criar as escolas nos campos e os bispos assumiram isso. A Igreja montou para o imperador Carlos Magno a política escolar e retomou a tarefa educadora no século X.
    O papa Alexandre III obrigou que cada diocese tivesse pelo menos uma escola gratuita para as crianças. A Igreja não quis manter as pessoas na ignorância, ela foi quem impulsionou o ensino.

    A Igreja sempre cuidou da cultura, as primeiras universidades foram criadas com o estimulo da Igreja. Querem dizer que a Igreja bloqueou o estudo; é mentira! Quem estimulou o estudo da ciência foram os padres, os monges que estudavam tremendamente. Foi a Igreja quem criou e fomentou a universidade. Elas começaram com as escolas monásticas da Europa, especialmente para a formação dos monges, mas que recebiam também estudantes externos. Depois, no século seguinte, surgiram as escolas episcopais; fundadas pelos bispos, os Centros de Educação nas cidades, perto das Catedrais.

    Os monges ensinavam usar a força da água para criar energia, moer o trigo, peneirar farinha, tecer roupas e fazer cozimento. O primeiro relógio que se tem recordação foi construído pelo Papa Silvestre II (999-1003) para a cidade alemã de Magdeburg por volta do ano de 996. Na tecnologia, Gerry Mc Donnell, da Universidade de Bradford, encontrou evidências perto do mosteiro de Rievaulx, em North Yorkshire, Inglaterra, de um grau de sofisticação tecnológica que deu início às grandes máquinas da Revolução Industrial do século XVIII. Os monges tinham construído um forno para extração de ferro do minério.

    Na ciência e tecnologia, John Heilbron (1999), da Universidade da Califórnia em Berkeley disse: “A Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos do que qualquer outra instituição”.  (“The Sun in the Church: Cathedrals as Solar Observatories”– Cambridge: Harvard University Press, 1999)

    No campo de Direito, a Igreja foi a grande jurista da Idade Média. O Direito Canônico começou no século XI. No século seguinte, a lei canônica evoluiu com o trabalho do monge Gratiani. “A concordância dos Cânones Discordantes” (Decretum Gratiani), escrito em 1140, foi o primeiro tratado sistemático legal e compreensivo no Ocidente, e talvez na história da humanidade...


    Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

    Fonte: Canção nova

    quinta-feira, fevereiro 04, 2010

    10 MOTIVOS PARA VOCÊ CRISTÃO, SER DIZIMISTA,

    Todo Cristão verdadeiro entrega
    fielmente os seus Dízimos ao Senhor por 10 motivos...

    1 – Porque reconhece que tudo o que tem veio de Deus:
    “... a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles” (Daniel 4:17b).
    2 - Porque sabe que a Terra é do Senhor:
    “Do SENHOR é a Terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam (Salmo 24:1). Minha é a prata e meu é o ouro” (Ageu 2:8).
    3 - Porque sabe que o Dízimo é do Senhor:
    “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor” (Levítico 27:31 a).
    4 - Porque reconhece que o Dízimo é de uso exclusivo de Deus:
    “... o Dízimo será Santo ao Senhor” (Levítico 27:32b).
    5 - Porque sabe que o Dízimo é o sustento da Casas de Deus:
    “Trazei todos os Dízimos à Casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha Casa...” (Malaquias 3:10a).
    6 - Porque Deus prometeu abençoar ricamente os Dizimistas:
    “... e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do Céu e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Ml 3:10b).
    7 - Porque só Deus pode repreender o devorador:
    “E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra, e a vide no campo não vos será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”(Ml 3:11).
    8 - Porque não quer roubar a Deus:
    “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml 3:8).
    9 - Porque não quer ser amaldiçoado por Deus:
    “Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a Mim, vós, toda a nação” (Ml 3:9).
    10 - Porque o Senhor Jesus nos mandou ir além do Dízimo:
    “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas” (Mateus 23:23).
    OS MEUS DÍZIMOS DEMOSNTRAM:
    1° A minha gratidão, porque eu jamais poderia comprar a minha salvação (Efésios 2:8-9);
    2° Que o Reino de Deus e a Sua justiça estão em primeiro lugar na minha vida (Mateus 6:33);
    3° Que, para mim, semear valores espirituais é mais importantes que os valores materiais (Gálatas 6:8);
    4° Que eu confio em Deus para suprir todas as minhas necessidades e não nas minhas próprias forças (Filipenses 4:19);
    5° Que, para mim, os tesouros no Céu valem mais que os tesouros da Terra (Mateus 6:19-21).
    Pr. Juanribe Pagliarin

    quarta-feira, fevereiro 03, 2010

    Os “indesejáveis” e a propaganda da inverdade

    Respondendo aos argumentos abortistas do jornal Folha de S. Paulo

    Por Julio Severo
    Tudo começa na propaganda em massa, e a grande mídia, que tem praticamente monopólio dessa propaganda, pode provocar alterações imensas na mentalidade da população. Já dizia o chefe de propaganda nazista que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Tal repetição na grande mídia pode transformar na mente popular ódio em amor e vice-versa, e morte em vida, e vice-versa.
    Contudo, o debate agora não mais é sobre a vida dos “indesejáveis” judeus na mídia da Alemanha nazista. O debate agora trata dos “indesejáveis” bebês em gestação na moderna mídia do Brasil.
    Em seu artigo “Abortando o problema”, Hélio Schwartsman, articulista e editorialista da Folha de S. Paulo, defendeu o aborto com a seguinte argumentação:
    “Suponhamos por um breve instante que as leis e instituições funcionassem direitinho no Brasil e que todas as mulheres que induzem ou tentam induzir em si mesmas um aborto fora das hipóteses previstas em lei (risco de vida para a mãe ou gravidez resultante de estupro) fossem identificadas, processadas e presas. Neste caso, precisaríamos construir 5,5 novos presídios femininos (unidades de 500 vagas) por dia apenas para abrigar as cerca de 1 milhão de ex-futuras mamães que interrompem ilegalmente suas gravidezes a cada ano”.
    Eu não sei de que cartola Schwartsman tirou esse coelho de 1 milhão para basear seus cálculos, já que é hábito antigo da propaganda pró-aborto no Brasil inchar os números. O Dr. Bernard Nathanson, médico judeu que se tornou o diretor da maior clínica de abortos do mundo ocidental e presidiu 60 mil operações de aborto, confessou acerca da propaganda antes da legalização do aborto nos EUA:
    Diante do público… quando falávamos em estatísticas [de mulheres que morriam em conseqüência de abortos clandestinos], sempre mencionávamos “de 5 a 10 mil mortes por ano”. Confesso que eu sabia que esses números eram totalmente falsos… Mas de acordo com a “ética” da nossa revolução, era uma estatística útil e amplamente aceita. Então por que devíamos tentar corrigi-la com estatísticas honestas? — Bernard Nathanson, Aborting America, Doubleday, 1979, p. 193.
    Quando a meta é exterminar o “problema”, para os nazistas os fins justificavam os meios — e a propaganda e as estatísticas infladas. Hoje, quando a meta é abortar o “problema”, igualmente os fins justificam os meios — e a propaganda e as estatísticas infladas.
    Mas mesmo que o número de 1 milhão de Schwartsman fosse correto, o que fazer? A doutrinação “cultural” controlada pelos nazistas na Alemanha chegou a tal ponto que grande parte da população concordava em exterminar judeus — e provavelmente um número significativo de alemães participou ativamente de tal extermínio. O que fazer? O número elevado de participantes de um crime justifica sua aceitação e legalização?
    O bom, no caso do Dr. Nathanson, é que ele acabou largando seu multimilionário negócio sujo de fazer abortos e manipular estatísticas.

    As maravilhas do aborto legal?

    O argumento de Schwartsman prossegue: “Recursos igualmente vultosos teriam de ser destinados à edificação de orfanatos, para abrigar os milhares de crianças que ficariam desassistidas enquanto suas mães cumprissem pena”.
    Então, com a legalização do aborto, haveria menos despesas para o governo? Bem-vindo a “Alice no país das maravilhas do aborto”! E quanto aos recursos mais vultosos, sr. Schwartsman, que teriam de ser destinados para arcar com o enorme sistema que teria de ser criado a fim de atender centenas de milhares de mulheres que, seduzidas pelos anúncios da indústria estatal do aborto, fariam dois, três ou quatro abortos? Quem vai pagar essa imensa conta, sr. Schwartsman? E quem vai pagar a conta dos traumas e seqüelas do aborto nas mulheres e suas famílias?... Continue lendo este artigo no blog Julio Severo

    REFLEXÃO

    “Sentimos raiva principalmente contra aqueles aos quais pensamos que propositadamente nos prejudicaram” Santo Tomás de Aquino

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