BÍBLIA CATÓLICA ONLINE

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

BATIZAR CRIANÇAS SIM, MAS ANTES DE TUDO, EVANGELIZAR OS ADULTOS.

Ao ler os Atos dos Apóstolos, percebemos que o batismo estava ligado as "casas" ou às famílias inteiras (At 11, 14; Is, 15.33; 18, 8).
O batismo era assumido por adultos conscientes, maduros, livres, conhecedores de sua fé cristã e, conseqüentemente, fiéis ao seguimento de Jesus Cristo. Neste ambiente comunitário de fé as crianças se embebiam da vida cristã.
O batismo, neste tempo, tinha um caráter de integração na comunidade dos seguidores de Jesus e não apenas pensado como algo para alcançar a salvação. Havia sempre um processo de conversão em resposta à Palavra de Deus.
Nos séculos III e IV encontramos uma preparação prolongada, séria e sistemática em torno dos sacramentos da iniciação: batismo, crisma e eucaristia, chamado de catecumenato.
A partir do século V, em ambiente de cristandade, generalizou-se o batismo das crianças recém-nascidas.
Hoje, carregamos o peso desta tradição passada, em que batizar é algo inerente à sociedade, mas, sem o compromisso da vivência da fé, testemunhada na comunidade. Precisamos reconhecer que vivemos hoje num mundo não mais cristianizado, mas secularizado, e muitas vezes indiferente.
Uma grande maioria dos pais que pedem o batismo para seus filhos não foram nem evangelizados.
A maior preocupação, em nosso tempo, ainda está relacionada à sacramentalização e não à evangelização. Não se faz um processo de opção, adesão e conversão a Jesus Cristo. O que importa é que todos, rapidamente, recebam os sacramentos de iniciação.
A GRANDE DIVERSIDADE DE CRISTAOS PRESENTES EM NOSSAS COMUNIDADES
Apesar da grande diversidade de vivências da fé existentes em nossas comunidades, uma maioria se diz católica. Destes católicos temos uma parte de engajados, que assumem pra valer sua missão de batizados. Podemos dizer que são as forças vivas que movem as pastorais, movimentos, organismos e serviços. Muitos são os católicos participantes, que freqüentam as celebrações dominicais. Por outro lado, vemos que uma boa parte são apenas clientes, isto é, aparecem raramente, porque têm algum interesse.
Temos ainda os simpatizantes. Os que aparecem no dia de alguma festa, missa de 7" dia, Semana Santa... Estes vivem uma fé muito particularizada, individualizada.
Por último, temos os afastados. Podemos caracterizar seu afastamento em dois sentidos: os que se afastaram devido a mágoas, ressentimentos, por não admitirem algum comportamento, atitude... Por outro lado, temos os que se afastaram por não serem bem acolhidos, entendidos, aceitos da nossa parte.
RESPONSABILIDADE DOS ADULTOS: PAIS E PADRINHOS
O batismo é ainda um dos sacramentos mais valorizados. O povo vive o batizado de uma criança como um acontecimento muito significativo, tendo um caráter festivo. Para muitos é celebrado com grande estilo, isto é, com convites a familiares, amigos...
O povo vê o batismo como um bem e querem que suas crianças sejam batizadas. Para muitos, porém, é ainda um fato mágico e automático, vivido tradicionalmente, que após recebido não influi em nada sobre o agir, principalmente nos adultos.
Para que este sacramento seja vivido de forma adequada é preciso ultrapassar os vícios: o automatismo e a negligência (batiza-se porque os pais também são batizados, são católicos, sem nada exigir, com a desculpa da misericórdia e da caridade pastoral) (Estudos da CNBB 81, pág. n.º 42).
É preciso então, levar em conta algumas exigências.
O Batismo é um sacramento de fé, portanto, exige-se dos pais e padrinhos que tenham fé e a testemunhem em comunidade e se comprometam em transmitir e vivenciar esta fé a seus filhos e afilhados.
Pais e padrinhos necessitam ajudar-se mutuamente na educação da fé dos batizados. As crianças bebem pelo testemunho, o viver a fé, e assim aprendem a amar a Deus e ao próximo, como Cristo ensinou a seus discípulos.
Quando os pais pedem o batismo para seus filhos, também estão pedindo a fé, vivida na Igreja católica, que é constituída como comunidade. Portanto, o ser igreja exige participarão, compromisso, envolvimento...
E com relação à escolha dos padrinhos? Estes necessitam professar uma fé cristã adulta, não serem apenas meros espectadores de um cerimonial.
Para que aconteça uma real consciência sobre este sacramento, é preciso aprimorar os chamados "encontros de preparação para o batismo".
Estes necessitam ser muito motivados e assumidos com caráter familiar e de celebração. É importante, também, que eles tenham um antes, um durante e um depois:
  • Um antes: com visitas às famílias das crianças que vão ser batizadas pelos agentes de pastoral, ou ainda pelos movimentos ligados à família.
    Ex.: movimento de irmãos, diálogo...
  • Um durante: acolhimento dos pais e padrinhos nos encontros, conhecimento mútuo, saber da realidade de cada família, favorecer um diálogo...
  • Um depois: acompanhamento de cada familia, por um casal, até depois da realização do batismo.
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    Ir. Marlene Bertoldi



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