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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

ENTENDENDO A INQUISIÇÃO

As concepções passadas por historiadores brasileiros (geralmente comunistas) sobre a Inquisição são fantasiosas.
Esse é um dos maiores mitos do mundo moderno. Criado no Renascimento, alimentado pelas primeiras gerações de protestantes e, posteriormente, pelos iluministas, esse mito diz que a Igreja matava quem discordasse dela, o que não é verdade, coisa que qualquer um que estudar os grandes debates filosóficos e teológicos ocorridos durante a Idade Média percebe.
Marcelo Moura Carvalho nos ensina que:
“A Inquisição foi criada para combater a heresia dos cátaros, conhecidos também como albigenses. Sem entrar em maiores detalhes, essa heresia, baseada numa visão gnóstica do mundo, pregava que a matéria era ruim e, conseqüentemente, tudo relacionado a ela também. Por causa disso, os cátaros pregavam o suicídio, a revolta contra o poder político e eclesiástico. Era comum que hordas de cátaros realizassem violentos saques matando quem aparecesse no caminho, especialmente às grávidas (já que a matéria é ruim, engravidar é um dos piores crimes). Portanto, bem mais que mera divergência doutrinária, a heresia dos cátaros era um problema de Estado. Além do mais, era comum que os senhores feudais sufocassem violentamente as revoltas dos cátaros e os matassem sem qualquer tipo de julgamento. Isso quando a própria população não reagia e os linchava. Por estranho que possa parecer aos olhos modernos, foi por causa da Inquisição que os hereges ganharam um julgamento, que na maioria dos casos era justo. Em suma, a Igreja nunca desejou a fogueira para aqueles que dela discordassem. Para maiores detalhes sobre o assunto, recomendo a leitura do livro ‘A Inquisição em seu tempo’ de João Bernardino Gonzaga”.
Isso sem contar os casos de monarcas que eram inimigos da Igreja, como Frederico II e Henrique II, que combateram as heresias ferozmente, na maior parte dos casos, para ganhar os bens que eram confiscados dos hereges. Está aí, portanto, de maneira clara, diria até cristalina, que a Igreja nunca desejou a morte de quem, simplesmente, dela discordasse. Da situação exemplificada por esses monarcas tira-se outra conclusão: a de que o poder civil estava matando hereges sem qualquer tipo de julgamento. Não tenho dúvidas de que se a Igreja nada tivesse feito, hoje Ela seria acusada de omissão.
Marcelo continua:
“Claro que, apesar do procedimento criado pela Inquisição ser justo na maioria das vezes, ocorriam injustiças, fato, aliás, que é notório para a própria Igreja, já que Ela mesma ensina, alicerçada nos ensinamentos de Cristo, que todos nós somos pecadores (incluindo o presidente Lula que diz ser um homem sem pecado). Mas, ao contrário do mito, as injustiças são a minoria dos casos”.
Bernard de Gui, um dos mais famosos e severos inquisidores escreveu que:
“O Inquisidor deve ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirpação das heresias. Em meio às dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá à cólera nem à indignação… Nos casos duvidosos, seja circunspecto, não dê fácil crédito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade, – também não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável freqüentemente acaba por ser comprovado como verdade… O amor da verdade e a piedade, que devem residir no coração de um juiz, brilhem nos seus olhos, a fim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade”.
Isso porventura quer dizer que a Inquisição foi uma coisa linda e maravilhosa? Não, mas quer dizer que foi melhor que a situação que existia anteriormente e está longe de ser o horror pregado por aí, que diz que a Inquisição é o fenômeno mais perverso da História. Alguém que diz isso perdeu completamente o mínimo senso das proporções, já que ideologias atéias como o nazismo e o comunismo foram infinitamente piores que a Inquisição. Revoluções baseadas no sentimento anticlerical, como a Francesa e a Mexicana, mataram em poucos dias o mesmo que os erros da Inquisição mataram em seis séculos. E, além de esses erros terem sido condenados pelo papas da época, o Santo Padre João Paulo II ainda teve a humildade de pedir desculpas pelas pessoas que os cometeram.
Para saber mais:
http://www.permanencia.org.br/revista/atualidades/inquisicao.htm

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