BÍBLIA CATÓLICA ONLINE

sexta-feira, março 26, 2010

Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio

Por São Luís de Montfort


É principalmente a estas últimas e cruéis perseguições do demônio, que se multiplicarão todos os dias até ao reino do Anticristo, que se refere aquela primeira e célebre predição e maldição que Deus lançou contra a serpente no paraíso terrestre. Vem a propósito explicá-la aqui, para glória da Santíssima Virgem, salvação de seus filhos e confusão do demônio.

“Inimicitias ponan inter te et mulierem, et semen tuum et semen illius; ipsa conteret caput tuum, et tu insidiaberis calcaneo eius” (Gn 3, 15): Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar.

Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer; de modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. Ele lhe deu até, desde o paraíso, tanto ódio a esse amaldiçoado inimigo de Deus, tanta clarividência para descobrira malícia desta velha serpente, tanta força para vencer, esmagar e aniquilar esse ímpio orgulhoso, que o temor que Maria inspira ao demônio é maior que o que lhe inspiram todos os anjos e homens e, em certo sentido, o próprio Deus. Não que a ira, o ódio, o poder de Deus não sejam infinitamente maiores que os da Santíssima Virgem, pois as perfeições de Maria são limitadas, mas, em primeiro lugar, Satanás, porque é orgulhoso, sofre incomparavelmente mais, por ser vencido e punido pela pequena e humilde escrava de Deus, cuja humildade o humilha mais que o poder divino; segundo, porque Deus concedeu a Maria tão grande poder sobre os demônios, que, como muitas vezes se viram obrigados a confessar, pela boca dos possessos, infunde-lhes mais temor um só de seus suspiros por uma alma, que as orações de todos os santos; e uma só de suas ameaças que todos os outros tormentos.

O que Lúcifer perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu pela desobediência, salvou-o Maria pela obediência. Eva, obedecendo à serpente, perdeu consigo todos os seus filhos e os entregou ao poder infernal; Maria, por sua perfeita fidelidade a Deus, salvou consigo todos os seus filhos e servos e os consagrou a Deus.

Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem e a posteridade do demônio. Quer dizer, Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos do demônio. Não há entre eles a menor sombra de amor, nem correspondência íntima existe entre uns e outros. Os filhos de Belial, os escravos de Satã, os amigos do mundo (pois é a mesma coisa) sempre perseguiram até hoje e perseguirão no futuro aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú, seu irmão Jacob, figurando os réprobos e os predestinados. Mas a humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse orgulhoso, e tão grande será a vitória final que ela chegará ao pontro de esmagar-lhe a cabeça, sede de todo o orgulho. Ela descobrirá sempre sua malícia de serpente, desvendará suas tramas infernais, desfará seus conselhos diabólicos, e até ao fim dos tempos garantirá seus fiéis servidores contra as garras de tão cruel inimigo.

Mas o poder de Maria sobre todos os demônios há de patentear-se com mais intensidade, nos últimos tempos, quando Satanás começar a armar insídias ao seu calcanhar, isto é, aos seus humildes servos, aos seus pobres filhos, os quais ela suscitará para combater o príncipe das trevas. Eles serão pequenos e pobres aos olhos do mundo, e rebaixados diante de todos como o calcanhar em comparação com os outros membros do corpo. Mas, em troca, eles serão ricos em graças de Deus, graças que Maria lhes distribuirá abundantemente. Serão grandes e notáveis em santidade diante de Deus, superiores a toda criatura, por seu zelo ativo, e tão fortemente amparados pelo poder divino, que, com a humildade de seu calcanhar e em união com Maria, esmagarão a cabeça do demônio e promoverão o triunfo de Jesus Cristo

Uma solução de 2 estados — para os EUA

Por Joseph Farah


No mundo inteiro ouvimos clamores pedindo uma solução de dois estados para a crise do Oriente Médio.
Não é segredo para ninguém que os muçulmanos recusam viver em paz e harmonia com seus vizinhos judeus. Por isso, Barack Obama, Hillary Clinton e a maior parte do Partido Democrata e, aliás, boa parte do resto do mundo querem que a nação de Israel seja ainda mais dividida para criar um novo estado “palestino” — como um tipo de recompensa pelos 50 anos de terrorismo e ódio autodestrutivo instigado pelos muçulmanos árabes contra o Estado judeu.
Isso nunca fez sentido para mim, como ex-correspondente na região e como cristão de ascendência árabe cujos avós fugiram do Oriente Médio porque os muçulmanos eram igualmente inospitaleiros para eles.
Mas essa idéia de uma solução de dois estados está crescendo em mim.
Não para o Oriente Médio, mas — veja bem — para os Estados Unidos.
Os EUA nunca estiveram tão divididos e polarizados por cosmovisões fundamentalmente conflitantes desde a Guerra da Secessão.
Isso é fato.
Recentemente, testemunhamos os adeptos de uma cosmovisão imporem sobre a outra um sistema de saúde nacional imoral e totalmente ilegal que está condenado à total falência e fracasso.
Muitos americanos não agüentam mais. Dezenas de estados estão fazendo fila para desafiar a legislação. É provável que centenas de milhares de cidadãos e organizações lutarão nos tribunais contra a ordem coerciva.
Esse é apenas o mais recente e mais impactante exemplo do que vem ocorrendo nos EUA há muito tempo — tudo por causa de irreconciliáveis diferenças de cosmovisão.
Uma cosmovisão vê o governo como solução para todos os problemas da terra — inclusive “crises” inventadas, embusteiras e fraudulentas como o “aquecimento global”.
A outra cosmovisão crê em governo autônomo, sustentando que o poder do governo tem de ser estritamente limitado se quisermos preservar a liberdade.
A menos que nos separemos, uma dessas duas cosmovisões vai acabar perdendo.
Nem sempre tivemos esse problema nos EUA, porque a nação foi fundada no princípio do governo autônomo, com limites estritos no poder do governo federal em Washington.
Mas, exatamente como os muçulmanos no Oriente Médio, que não se importam com a obediência às leis e não ligam para o uso da força para impor sua própria vontade, os estatistas dos EUA pensam e agem dessa mesma forma.
No final das contas, a maioria das pessoas nos EUA que exigem uma solução de dois estados para Israel é estatista. Portanto, certamente eles verão a sensatez do meu plano. Afinal, o que é bom para um é bom para o outro.
Se Israel tem de ser forçado a mutilar sua própria propriedade permanente para aplacar extremistas religiosos armados e irados que buscam destruir o estilo de vida israelense, não consigo imaginar um motivo por que os estatistas não estariam dispostos a entregar parte deste grande país para aqueles de nós que simplesmente queremos viver sob o Estado de direito e a vontade do povo.
Qual é a diferença?
Na verdade, com toda a retórica venenosa que ouço dos estatistas acerca de americanos tradicionalistas, acho que eles ficariam entusiasmados sobre separação.
Com certeza, eu estou.
O problema, é claro, é que os estatistas sabem que o país deles não duraria um mês sem todas as pessoas produtivas que compõem a parte dos EUA que não é estatista. O estatismo só funciona tirando dinheiro das pessoas, explorando-as, parasitando-as, coagindo-as, taxando-as e oprimindo-as. Os estatistas sabem bem que os que não são estatistas não têm nenhum outro lugar para ir — e é desse jeito que os estatistas gostam. È desse jeito que eles necessitam disso.
Contudo, a menos que nós que não somos estatistas consigamos retomar nosso país de volta em médio prazo, acabaremos sendo forçados a adotar minha solução de dois estados sem pedir permissão. Afinal, a Declaração de Independência e a Constituição estão do nosso lado nessa questão. São os estatistas que estão quebrando a lei.

segunda-feira, março 22, 2010

Namorar é a solução?

Carência com carência só pode gerar desequilíbrio
Todos nós temos a necessidade de ser amados. São muitas as pessoas que, com o intuito de corresponder a essa carência, pagam caro e se submetem a diversas situações. Todos nós somos carentes. Mas, se essa carência afetiva não for bem direcionada poderá tornar-se um fator de desequilíbrio, arrastando-nos, muitas vezes, a tomar atitudes contrárias a um sadio comportamento.

Em uma sociedade, na qual as famílias são cada vez mais desestruturadas, – com mães e pais que são solteiros e filhos órfãos de pais vivos –, o índice de ausência de amor na formação de nossas crianças é assustador.

Uma criança que nunca recebeu um abraço de seus pais, que nunca recebeu carinho, e que, ao contrário, foi criada em meio a gritos e grosserias, com certeza, crescerá com um enorme vazio existencial. Muitas dessas “crianças”, hoje, já crescidas, e impulsionadas por suas carências cometem grandes erros somente para atrair sobre si a atenção dos demais.

Por isso, acredito que antes de viver qualquer relacionamento afetivo, como o namoro, precisamos aprender a trabalhar nossa história, buscando a cura de nossos afetos. É claro que não precisamos ser perfeitos para namorar; mas, existem coisas em nossa vida que precisamos resolver antes de assumir um relacionamento.

Nem sempre o namoro é a solução, e pode até se tornar negativo se não estivermos preparados para vivê-lo. Carência com carência só pode gerar desequilíbrio e um relacionamento doentio, no qual a cobrança será excessiva e a ternura ausente. De modo que um sufocará o outro e a relação acabará se tornando um peso.

Existem determinadas coisas em nossa história que somente Deus pode curar; outras, que somente nós podemos resolvê-las. Por isso, faz-se necessária a experiência do autoconhecimento, para descobrirmos nossa verdade e os passos que precisamos dar, buscando a experiência da cura interior, de modo que Deus possa trabalhar em nossa história, curando nossas feridas e marcas. Essas experiências precisam preceder nossos relacionamentos, para que o ciúme, o orgulho e nossas carências não destruam o verdadeiro afeto no relacionamento.

Namorar é bom, ou melhor, ótimo! Mas, melhor ainda é namorar pronto, do jeito certo, tendo equilíbrio no amar e ser amado, compreendendo que somente Deus pode preencher o vazio da alma, e que este espaço o outro não pode ocupar, por mais que o forcemos a isso.

Amor em que um diviniza o outro e depois o prende é amor destemperado e doente.

Antes de se viver o “nós”, é preciso trabalhar o “eu”, para que, no futuro, nossos relacionamentos tenham mais qualidade e sejam mais duradouros.

Quem não se deixa levar pela pressa, mas segue o caminho proposto por Deus, colherá maravilhosos frutos e alcançará, gradativamente, a felicidade em seus relacionamentos.

Tenhamos a coragem de realizar tudo do jeito de Deus e não do nosso, abrindo-nos à Sua ação libertadora em nossa vida. Somente, assim, poderemos acompanhar e ser bem acompanhados pelos demais.

Deus abençoe!
Por: Adriano Zandoná - Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova.

quinta-feira, março 18, 2010

As Repugnantes Orientações de Hillary Clinton

No Notícias Pró-Família: Hillary Clinton orienta o Brasil a considerar legalizar o aborto. A Secretária norte-americana, em entrevista concedida a estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares, São Paulo, respondeu a uma pergunta sobre a proibição do aborto no Brasil, dizendo que legalizar o aborto “é algo que precisa ser atentamente analisado por causa do grande efeito que tem nos números de crianças que as mulheres pobres têm que não poderão educar, alimentar de forma apropriada, cuidar, o grande número de mulheres mortas que os abortos ilegais provocam e o problema de mulheres sendo proibidas de exercer tal fundamental direito pessoal”.
Orientações desnecessárias. Se depender do presidente Lula e da candidata que ele apoia à presidência do nosso país, a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o aborto certamente será legalizado. A 3ª versão do Programa Nacional de Direitos Humanos – que de “direitos humanos” não tem nada – foi uma clara amostra do que são as verdadeiras intenções do Partido dos Trabalhadores e pelo que eles de fato trabalham. Porém, a frase da secretária de Estado norte-americana aumenta ainda mais o orgulho das feministas brasileiras para que possam se empenhar na busca pelos seus “direitos”, inclusive aqueles direitos que têm sobre o seu próprio corpo, direitos esses que elas devem ganhar à custa do assassinato de seus próprios filhos.
Quando os defensores da vida, porém, se levantam para defender um valor inegociável de todo ser humano, que é o direito à vida, os defensores do aborto não tardam em condenar a sua atitude: é que os que são contra o aborto “não entendem” que a interrupção da gravidez poderia ser uma solução para o número imenso de crianças que hoje padecem de fome e miséria em nosso país.
Mas, é isso mesmo? Se consideramos que é melhor que as crianças sejam mortas do que “venham ao mundo para sofrer”, realmente temos que rever os nossos valores. Primeiro, porque não é assassinando seres humanos em massa que vamos resolver um problema social. A proposta de Hillary Clinton e de tantas pessoas que defendem o aborto como maneira de solucionar, por exemplo, o problema da pobreza é semelhante ao projeto nazista, que, no século XX, tirou a vida de milhares de judeus em campos de concentração. Não, não é exagero comparar as duas situações. No tempo de Hitler, a raça superior eram os arianos; os judeus deveriam ser exterminados. Hoje, mudam somente os personagens: a raça superior representa as mulheres; a inferior – as crianças – deve ser exterminada.
Quando olho para a frase de H. Clinton, me lembro de Zilda Arns. Certa vez, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, ela disse:
“Tentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. Não se pode consertar um crime com outro ainda maior, tirando a vida de um ser humano indefeso. É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.”
Nesse sentido, o aborto é como uma atitude de escape. Visa solucionar um problema com uma atitude definitivamente inaceitável.
Ora, e as mulheres que morrem fazendo “aborto clandestino”? Qual a solução? Hillary Clinton fala que o aborto deve ser legalizado, pois deve sempre haver uma grande preocupação com “o grande número de mulheres mortas” por “abortos ilegais” em nosso país. A criminalização do aborto seria, então, um entrave para que as mulheres pudessem exercer “tal fundamental direito pessoal”.
O problema é que o aborto não é e nunca foi um “direito” pessoal. Enquanto o aborto significar interrupção do desenvolvimento de um ser humano, sempre será uma interferência no direito que outro tem de viver. E o outro é o limite da nossa liberdade. Ninguém pode ter direito de matar outra pessoa; nada, exatamente nada pode justificar o assassinato de um ser humano indefeso.
Então, e as clínicas de aborto clandestino? São ilegais; devem ser fechadas.
E as mulheres que quiserem abortar?
Ora, e os genros que quiserem matar suas sogras? E o Caim que quiser matar Abel? Deverá o governo brasileiro oferecer um local especial para que as pessoas matem quem elas queiram?
O aborto é assassinato; e quem aborta está assassinando. O assassinato é crime; quem aborta pratica um ato criminoso.
Não, sra. Hillary Clinton, o aborto não é um “direito pessoal” das mulheres, nem uma solução para o flagelo social da miséria e da pobreza. Se quisermos verdadeiramente reestruturar a nossa sociedade, o que devemos fazer é investir em uma educação de qualidade, que ofereça sobretudo ensinamentos retos de comportamento sexual e de dignidade humana.
Encerro considerando as oportunas palavras do Concílio Vaticano II sobre o aborto:
“Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.”

quarta-feira, março 17, 2010

Catequese sobre o Sacramento da Confissão

Para viver uma boa confissão
Entenda um pouco mais sobre o sacramento da reconciliação.

1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação 
2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23). 
3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18). 
4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?  
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc. 
5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?  
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 )  
6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar. 
7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto). 
8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio. 
9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.  
10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b). 
11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17). 
12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.  
13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar 
14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.

Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão. 
16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).  
17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal. 
18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes. 
19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo! 

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

 
Padre Wagner Augusto Portugal
 

segunda-feira, março 15, 2010

O que falta para você dizer 'sim'?

Ninguém erra por buscar a vontade de Deus!
 
É impressionante perceber como Deus quer se manifestar em nossa vida cada vez de forma mais surpreendente. Ele não mede limites para nos proclamar o Seu Amor "constrangedor" e vê nas nossas limitações e misérias uma oportunidade de nos surpreender a todos, demonstrando no instrumento incapaz a plenitude da Sua manifestação.
Deus tem uma fascinação especifica por aqueles que se demonstram mais limitados, mais pecadores e por isso os separa, os consagra e os lança para o Seu povo. É assim que um chamado, com um "sim" decisivo dado a cada dia, se torna vida e felicidade para quem segue a voz do Bom Pastor. Um "sim" dado para sempre, mas que se renova a cada momento, a cada passo que damos rumo à realização plena da vontade de Deus.
Há uma pedagogia própria do Senhor para atrair aqueles que foram escolhidos por Ele. Ele usa daquilo que faz parte da vida do homem e manifesta a Sua vontade. A alguns Ele chama em meio aos campos, nas "praias" da vida e a outros, em meio ao barulho das cidades de um mundo que grita, tentando impedir-nos de escutar a doce voz que nos elegeu. Basta estarmos atentos aos sinais e poderemos perceber há quanto tempo Ele vem esperando que lancemos um simples olhar em Sua direção, para que então possa nos revelar – pouco a pouco – a Sua vontade.
Deus Pai escolhe quem quer, por isso não adianta tentarmos demonstrar o quanto somos fracos para tão grande missão, escondendo e justificando os nossos medos atrás de nossas misérias, pois o Senhor nos conhece mais do que nós mesmos, por essa razão nos chamou. Assim a nossa vida passa a ser um reconhecimento de que nada somos, mas que n'Ele tudo é possível. Reconhecemos que não merecemos esse chamado, por isso mesmo transformamos a nossa vida em um ato de louvor ao Senhor, com uma gratidão eterna que precisa ser demonstrada em fidelidade concreta.
Se Deus não mede esforços para nos demonstrar isso, – e mais do que isso –, para nos convencer de que Ele nos escolheu, porque ainda estamos perdendo tempo? O que mais nos falta para dizermos "sim" e nos lançarmos na vontade do Senhor? Coragem? Decisão? Abandono? Confiança?
Não podemos negar que é muito difícil romper com toda a ideologia depositada em nossa consciência, a qual nos leva a querer seguranças e tranquilidade. Fomos formados em uma sociedade imediatista, que quer o agora e na qual tudo é para ontem. Por isso é tão difícil. Mas não é impossível!
A cada dia cresce o número de jovens, rapazes e moças, que abandonaram tudo e decidiram viver abandonados em um Amor muito maior do que eles mesmos. Mais do que seguranças é o olhar de plena felicidade e realização interior que testemunham como vale a pena seguir a voz do Amado. Jovens que tiveram a coragem de romper com tudo e se lançar na novidade que o Evangelho nos oferece a cada dia. Eles são, com suas vidas, a prova concreta de que vale a pena.
Por que você ainda continua perdendo tempo? Se for uma palavra direta ou um sinal concreto de que você precisava para dar o primeiro passo, ao ler esse texto você o encontrou. Deus, mais uma vez, está falando com você! Pode ser que o medo do "novo" seja grande, mas onde está a ousadia própria da juventude? Você já foi corajoso para fazer muita coisa que não prestava na sua vida, por que então não demonstrar toda essa coragem agora, entregando sua existência nas mãos d'Aquele que verdadeiramente o ama?
O que, uma vez, escrevi, eu reafirmo: ninguém erra por buscar a vontade de Deus! Nunca me arrependi de ter dado um passo na direção da vontade de Deus para a minha vida; pelo contrário, à medida que continuo dando passos mais realizado e mais feliz eu sou, porque mais perto do Senhor eu estou.
Antes de tudo é para isto que o Todo-poderoso nos chama: para sermos d'Ele. E nessa Divina Vontade está o segredo da felicidade de tantos homens e mulheres, sorridentes em meio a um mundo triste. Por essa razão, não tenha medo de entregar ao Senhor aquilo que Lhe é de direito: a sua vida. Experimente como é maravilhoso ser amado e ser instrumento desse Amor maior. Deus está gritando! O que falta para você dizer "sim"?     FONTE: SITE PAI DE AMOR

terça-feira, março 09, 2010

Você decide: quem será o salvador do Brasil?

Aceitando e vivendo Jesus no contexto dos salvadores políticos e do baalismo pró-aborto e pró-homossexualismo

Por: Julio Severo
Em 2002, mais de 500 pastores, bispos e apóstolos do Brasil fizeram um novo apelo: quer aceitar Lula como o salvador político do Brasil?
O nome de alguns desses famosos do mundo gospel está exposto no meu blog há anos, conforme lista original dos nomes deles em documento amplamente utilizado pelo próprio PT como prova da virada evangélica pró-Lula.
É claro que a CNBB e seus bispos da Teologia da Libertação — que prefiro chamar de Teologia da Alucinação — sempre foram os maiores e mais antigos torcedores do falso messias e seu populismo barato, mas sob a inspiração e orquestração de Caio Fábio, o outrora idolatrado papa papudo dos evangélicos, e do ex-bispo e ex-parlamentar Carlos Rodrigues, um dos poderosos chefões da Igreja Universal do Reino de Deus, em 2002 as mais importantes lideranças evangélicas do Brasil estavam prontas para embarcar no bonde pró-Lula da CNBB, carregando consigo seus inocentes rebanhos.

Os poderosos chefões Caião e Carlão, da máfia da apostasia

Caio Fábio e Carlos Rodrigues foram, cada um em sua própria maneira e tempo, os gigolôs que prepararam a cama de prostituição espiritual e política com Lula e o PT, onde se deitaram proeminentes pastores desde pentecostais até batistas e presbiterianos. Desde os tempos dos profetas Isaías e Jeremias, quando o povo de Deus adulterava descaradamente contra Deus e Sua Palavra, nunca se viu antes no Brasil realidade espiritual tão parecida.
Enquanto falava-se muito em reavivamento na década de 1990 e início de 2000, Caio Fábio (durante a década de 1990) e Carlos Rodrigues (de 2000 em diante) estavam introduzindo no meio do povo evangélico o fermento para reviver a apostasia vinda de um passado longínquo — a mesma apostasia em que vivia o povo de Israel dos tempos de Isaías e Jeremias. Foi o reavivamento mais invertido já visto nas igrejas evangélicas brasileiras, levando-as ao namoro com o “messias” do aborto, do homossexualismo e da bruxaria disfarçada de “cultura” afro-brasileira.
O falso messias Lula e o PT messiânico — ambos amamentados e fortalecidos politicamente nas comunidades católicas escravizadas pela Teologia da Libertação — conseguiram o que queriam: transformar o Brasil na Disneylândia do sadomasoquismo socialista, homossexualista, abortista e maliciosamente anti-Israel, brincando com Hugo Chavez, Fidel Castro, Mahmud Ahmadinejad e outros ditadores que fazem a alegria do próprio inferno.
Agora, estamos em ano eleitoral de novo.
É fácil lembrar os erros de Lula e seu PT, mas fica mais fácil esquecer quando há o suborno de uma bolsa-família e uma bolsa-concessão de TV ou rádio. Quando ricos e pobres saem ganhando no bonde da alegria do Partido das Trevas, perde-se a memória de todos os males cometidos por políticos que deram tantos “presentes”. O preço da amnésia moral diante das urnas é o suborno imoral colocado no bolso dos corruptos pobres e ricos.

Os usurpadores de Deus

No entanto, é preciso lembrar que Lula não é mau porque é Lula, e que o PT não é mau simplesmente porque é PT. Eles são maus porque encarnam, no poder, a pretensão de salvadores. Mas, é claro, com a distribuição de bolsa-família para os pobres e com inúmeras bolsas-concessões para os ricos, tudo o que Lula e o PT conseguem fazer é salvar suas próprias ambições de mais dinheiro e poder.
Eles são maus porque encarnam, no poder, a pretensão de usurparem o lugar de Deus. Eles fazem promessas tão grandes que só Deus poderia cumprir. E o cumprimento dessas promessas exigiria o controle de vastos recursos financeiros que eles próprios não possuem. Assim, a fim de tentar cumprir suas próprias promessas “divinas” de dar emprego, saúde e educação a todos, os usurpadores de emoções populares são forçados, já no poder, a sugar o dinheiro de ricos e pobres gota por gota.
Eles são maus porque encarnam, no poder, a pretensão de usurparem as prerrogativas de Deus. Com sua determinação de promover o aborto, eles se arrogam o direito da vida e da morte, julgando-se deuses. Com a farsa do “casamento” homossexual, eles querem mostrar que se Deus criou o casamento original de homem com mulher, eles têm poderes para criar sua própria forma de casamento, de homem com homem, que nada mais faz do que destruir o casamento original. Enquanto Deus criou a vida e o casamento natural, o Estado baalista criou o aborto legal e o anti-natural “casamento” homossexual.
Esse Estado é a imagem e semelhança do deus Baal, cujos sacerdotes eram homossexuais e cujos sacrifícios envolviam o sangue inocente de bebês, que eram mortos. Assim, conscientemente ou não, Lula, o PT e todo messias e ideologia política que presta culto ao aborto e ao homossexualismo é uma forma de baalismo. É uma religiosidade secular depravada e assassina, ressurgindo de um distante passado de trevas, para confrontar mediante um fraudulento Estado laico o Deus da vida, casamento e bebês.
Além disso, eles não têm, no nome do Estado, a menor cara-de-pau de quebrar o mandamento divino que proíbe o roubo, que é feito por eles sob o pretexto de ajudar os pobres. Eles criam mais e mais leis em nome da deusa Ladra — onde políticas iníquas de impostos esvaziam os bolsos dos trabalhadores, enquanto muitos políticos vivem seus mandatos enchendo bolsos, meias e cuecas.
Eles são os falsos messias criando Estados messiânicos com rótulo “laico”, mas com pretensões patentemente “divinas” de controle sobre tudo e sobre todos, roubando acima de todos os maiores ladrões na sociedade. E qualquer sistema ou político que “ocupe o lugar de Deus como supremo provedor” e “roube dos cidadãos para cumprir suas promessas” é simplesmente um deus pagão ladrão, em “inocente” roupagem estatal laica. Continue lendo...

quinta-feira, março 04, 2010

A incorrupção dos corpos



A imprensa divulgou que o Papa João Paulo II, após a abertura do túmulo do Papa João XXIII, teve uma grande surpresa, ao verificar o estado de preservação do corpo. Apesar da prudência da Igreja em afirmar qualquer milagre neste caso, devido às condições favoráveis para a preservação em que o corpo se encontra, levantou-se a possibilidade de uma graça sobrenatural. A atitude da Igreja Católica sempre foi de muita cautela diante de fatos inusitados, inclusive perante a preservação dos corpos de pessoas santas. Esse fato trouxe à tona o intrigante tema da chamada incorrupção dos corpos.
No livro do Eclesiastes, lê-se esta frase: “Lembra-te que és pó. E ao pó retornarás”. Além de lembrar ao homem sua condição perecível e transitória, essa sentença recorda a aniquilação física, a decomposição do organismo após a morte. Essa realidade poderia ser universal se não fossem as exceções, embora raríssimas, de não decomposição física. Essa exceção é conhecida pelo nome de Incorrupção.
A Incorrupção é a preservação do corpo humano da deterioração que comumente afeta todo organismo poucos dias após a morte. É evidente que são excluídas as mumificações, as saponificações e outros processos químicos de preservação dos corpos dos mortos, pois seriam incorrupções artificiais.
O primeiro documento de autenticidade indiscutível que relata uma Incorrupção data do século IV e é redigido por Paulino, secretário de Santo Ambrósio, Bispo de Milão: este documento é redigido em forma de carta dirigida ao Bispo de Hipona, Santo Agostinho. Paulino descreve o descobrimento feito por Ambrósio: “Por este tempo, ele – Ambrósio – encontrou o corpo do mártir Nazário que se encontrava enterrado num jardim fora da cidade de Milão; recolheu o corpo e o trasladou para a Basílica dos Apóstolos. No túmulo foi encontrada a cabeça, que fora decepada pelos inimigos, em perfeito estado, como se tivesse apenas sido colocada junto ao corpo, do qual emanava sangue vivo e uma fragrância que superava todos os perfumes.” Tinham transcorrido 200 anos do martírio.
Interessam-nos mais as preservações a partir do século XVI, por possuirmos fontes históricas mais comprovadas e mais fidedignas. Em 19 de outubro de 1634, falecia a Madre Inês de Jesus, priora de Langeac. Seu corpo foi sepultado, sem sofrer qualquer processo de extração de entranhas ou de embalsamamento. Passados alguns anos, o sr. Bispo, em vista do processo de beatificação, ordenou que seus restos fossem exumados. O corpo foi encontrado sem sinal de decomposição. Trasladações e verificações foram realizadas até o ano de 1770. Em 1698 e 1770, cientistas, cirurgiões e médicos declararam que, humanamente, a preservação do corpo era inexplicável. São Vicente de Paula faleceu em 1660. Para atender aos pedidos de canonização, a exumação do corpo foi feita em 1712, depois de mais de 50 anos de sua morte. Aberto o túmulo, na expressão de uma testemunha ocular, “tudo estava como quando foi enterrado”. Quantos puderam vê-lo observaram que seu corpo estava em perfeitas condições e os médicos atestaram que o corpo não podia ter sido preservado por meio natural algum, durante tanto tempo.
Uma outra narração nos chama a atenção: é a do mártir jesuíta André Bobola, que, tendo combatido com sua palavra os cismáticos russos, tornando-se conhecido como o “apóstolo de Pinsk” atraiu o ódio de seus adversários, os cossacos; e foi submetido a um cruel martírio. Em mãos dos cossacos, e recusando-se a aceitar o cisma russo, foi açoitado, ultrajado de uma maneira incrível. Quarenta e quatro anos mais tarde, o reitor do colégio dos jesuítas de Pinsk, por uma visão ou sonho que acreditou ser sobrenatural, fez uma investigação para encontrar o corpo do mártir. Foi encontrado, segundo todas as aparências, exatamente no mesmo estado em que fora depositado: com as mutilações, continuava íntegro e incorrupto; as articulações continuavam flexíveis; a carne, nas partes menos afetadas pelas mutilações, era elástica e o sangue que cobria o cadáver parecia recém-coagulado. O último exame ordenado pela Santa Sé teve lugar e 1730 – setenta anos depois da morte. Seis eclesiásticos e cinco médicos mantiveram as declarações anteriores. Também eles declararam que o corpo, exceto as feridas causadas pelos assassinos, estava intacto; a carne conservava-se flexível e sua preservação não poderia ser atribuída a uma causa natural. Em 1835, a preservação do corpo foi aceita pela Congregação dos Ritos, como um dos milagres exigidos para a beatificação. Segundo testemunhas, nenhum corpo dos depositados na cripta onde se encontrava o corpo de André Bobola foi preservado.
Imunidade surpreendente foi outorgada a João Maria Vianney, o célebre Cura D’Ars que morreu em 1859 e foi beatificado em 1905. Idêntico privilégio coube à vidente de Lourdes, Bernardete Soubirous, que faleceu em 1879 com a idade de 34 anos. Em 1909, passados 30 anos, o corpo foi exumado e uma testemunha afirma: “Não havia o menor indício de corrupção. Seu rosto aparecia levemente escurecido e os olhos um tanto afundados, parecendo estar dormindo”. O corpo foi novamente encerrado num ataúde juntamente com um informe do estado em que foi encontrado. Fato semelhante se deu com outra vidente de Nossa senhora, Santa Catarina Labouré.
Incorrupção parcial ou de um membro
Se a preservação total ou parcial da corrupção de alguns corpos é um assunto intrigante para a ciência e enigmático também para a Igreja, para a qual a simples constatação da incorrupção não é critério de santidade e, portanto, milagre evidente, muito mais intrigante e enigmática é a preservação de um determinado membro de um corpo que foi reduzido a pó. Será, logicamente, muito mais difícil para a ciência encontrar uma explicação para tal preservação e um caminho muito mais aberto e claro para a Igreja afirmar o fato como miraculoso. Interessante é observar que a parte do corpo incorrupta se relaciona com o dom da perfeição e a prerrogativa da virtude da pessoa.
Nenhum exemplo poderia ser mais sugestivo para discernir a Providência Divina do que a preservação parcial do coração de santa Brígida e Santa Teresa de Jesus, bem como de seu braço, da língua de Santo Antônio, de São João Nepomuceno e da beata Batista Varani.
Além da incorrupção total e parcial, observam-se também fatos inexplicáveis como a ausência de rigidez cadavérica – existem pelo menos 50 fatos estudados na Igreja, dentre eles o de São Francisco e Assis – e a destilação de líquido semelhante a óleo vegetal de corpos incorruptos.
A incorrupção e a ciência
Há aqueles que afirmam que a sobriedade na comida e na bebida, característica de todos os ascetas, pode modificar completamente as condições do metabolismo normal e tende a eliminar certa classe de micróbios que são mais ativos no processo de putrefação; poderíamos replicar que existem muitas pessoas pobres ou doentes ou por opção que são abstêmias e, uma vez mortas, a lei da decomposição as acompanha normalmente.
A experiência comum mostra que, não concorrendo condições extremas excepcionais, por exemplo, um frio intenso, a decomposição chega, mais cedo ou mais tarde e que antes de passados 15 dias da morte, são visíveis os primeiros sinais.
E o problema tornar-se-á ainda mais insolúvel para o cientista ao constatar que as incorrupções são verificadas em místicos e santos católicos. Não consta historicamente, apesar de aprofundadas pesquisas na procura, que pessoas de outros credos e em qualquer outro tempo, tenham manifestado ausência de rigidez cadavérica. No catolicismo, ela é exclusiva de pessoas que em vida manifestaram uma expressiva santidade, mas não de todos os grandes santos, pois nenhum milagre tem regras fixas.
Aqui nos defrontamos com um fenômeno de todo inusitado e inexplicável para o qual a ciência e a parapsicologia não são capazes de encontrar nenhuma explicação razoável e satisfatória, apesar de se tratar de casos fáceis de examinar e constatar qualquer vestígio de explicação, caso fosse possível.
A evidência do fato é indiscutível: o homem se defronta, uma vez mais, com o absoluto Senhor da Vida, que pode manifestar-Se igualmente na morte para testemunhar a Doutrina e santidade de seus santos. Na verdade, a incorrupção dos corpos parece ser um sinal que antecipa o quanto possível a grande consumação da vitória de Cristo sobre a morte e que acontecerá no último dia: a ressurreição da carne.                  Fonte: Comunidade Pantokrator

quarta-feira, março 03, 2010

Profissão: Prostituta. Como ?

CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÃO – CBO
Descreve e ordena as ocupações dentro de uma estrutura hierarquizada que permite agregar as informações referentes à força de trabalho, segundo características ocupacionais que dizem respeito à natureza da força de trabalho (funções, tarefas e obrigações que tipificam a ocupação) e ao conteúdo do trabalho (conjunto de conhecimentos, habilidades, atributos pessoais e outros requisitos exigidos para o exercício da ocupação).
O Ministério do Trabalho e Emprego é responsável pela gestão e manutenção da Classificação Brasileira de Ocupações.
***

O Ministério de Estado do Trabalho e Emprego, no uso da atribuição que conferiu o inciso II do Parágrafo único do artigo 87 da Constituição Federal, resolve:
Artigo 1º – Aprovar a Classificação Brasileira de Ocupação – CBO, versão 2002, para o uso em todo o território nacional.
CBO – (CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÃO) Nº 5198 – 05 PROFISSIONAIS DO SEXO
I – Condições gerais de exercício trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, rodovias e em garimpos, atuam em ambientes a céus abertos, fechados e em veículos, horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostas à inalação de gases de veículos, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda dicas de contágios de DST e maus – tratos, violência de rua e morte.
II – Formação e experiência, para o exercício o profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre o sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como, por exemplo, curso de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento de orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados.
O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoitos anos; a escolaridade média está na figura de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desenvolvimento das atividades ocorre após dois anos de experiência.
III – Áreas de atividades
A – Batalhar programa
B – Minimizar as vulnerabilidades
C – Atender Clientes
D – Acompanhar Clientes
E – Administrar orçamentos
F – Promover a organização da categoria
G – Realizar ações educativas no campo da sexualidade.

IV – COMPETÊNCIA AS PESSOAS
1 – Demonstrar capacidade de persuasão
2 – Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 – Demonstrar capacidade de realizar fantasia eróticas
4 – Agir com honestidade
5 – Demonstrar paciência
6 – Planejar o futuro
7 – Prestar solidariedade aos companheiros
8 – Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 – Demonstrar capacidade lúdica
10 – Respeitar o silêncio do cliente
11 – Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 – Demonstrar ética profissional
13 – Manter sigilo profissional
14 – Respeitar Código de não cortejar companheiro de colegas de trabalho
15 – Proporcionar prazer
16 – Cuidar da higiene pessoal
17 – Conquistar o cliente

V – RECURSO DE TRABALHO
* Guarda – roupa de batalha
* Preservativo masculino e feminino
* Cartão de visita
* Documento de Identificação
* Gel lubrificante à base de água
* Papel higiênico
* Lenços umedecidos
* Acessórios
* Maquilagem
* Álcool
* Celular
* Agenda

***
De tão absurdo que causa perplexidade!
Não é definição nova do Ministério do Trabalho, mas lá como cá é insustentável em uma minima visão de respeito a dignidade humana.
É a velha lógica do : Não consigo resolver, transformo e ” legitimo “. A mesma lógica da descriminalização da droga.
Ajuda verdadeira seria retirá-los dessa vida.
Não é uma questão de moral “Católica” , é questão de respeito.

Lamentável.

terça-feira, março 02, 2010

ABORTO, ABORTE ESTA IDÉIA!!!

Nem sei porque os homens vão para a guerra. A natureza mostra que as verdadeiras guerreiras do mundo animal são as fêmeas, e a história comprova. “Cada vez mais unânime”, o feminismo se consolidou como uma das principais bandeiras da sociedade moderna. Resultado da luta de milhões de mulheres pelo direito de votar e ser votada, de empregar e ser empregada, e de ser e fazer quem quiser feliz. No entanto, hoje, algumas exigem um direito absolutamente controvertido, o de matar. Matar seus próprios filhos.

A lei brasileira classifica de homicídio doloso a investida intencional que resulta na inatividade encefálica de um indivíduo. Quer dizer, “matar por querer”. O delito ainda pode ser agravado por incapacidade de defesa, motivos repugnantes, ou por corresponder a resposta contra um ato desproporcionalmente pequeno, entre outros motivos. Armar uma emboscada para a vítima é outra forma de alongar a crueldade. Premeditar dá um caráter mais maquiavélico à trama.

Pois bem, imagine um bebê, que ocupa seu tempo “flutuando” no confortável e aconchegante ventre de sua mãe. Não importa se ele tem coração, pulmão, unhas ou apenas uma célula, já que terá tudo o que falta em uma questão de tempo.

Agora pense em um remédio, chá, pílula do dia seguinte, agulha de crochê, magia negra, ou o que seja. Quando a futura genitora decide que não mais dará a luz a sua “cria”, seja qual for a razão, ela não muda o fato de que o peso que será tirado da barriga será infinitamente multiplicado e lançado como um meteoro na consciência, pelo menos teoricamente. Ele estará completamente indefeso, visto que a pessoa que foi encarregada de protegê-lo decidiu dar cabo da tarefa. Qual seria o motivo da punição? E o que fez para merecê-la? Nasceu? Não, nem isso. Nenhum aborto induzido é feito sem querer, alguém teve a intenção de matar, nem que seja outra pessoa. Já que não é acidental nem ocasional, houve o mínimo de planejamento, pelo menos o necessário para chegar ao local do crime, e por em prática a cilada.

Percebeu? “Caracteriza-se então um homicídio quintuplamente qualificado”, pelo menos pelas leis morais. Uma verdadeira lenda no hall dos crimes hediondos. Um recorde que é fruto de trabalho de equipe e muito empenho. Com este invejável posto, uma mãe que o comete deixaria para trás Suzanne Von Richthofen, Beira-Mar, Champinha, Abadia, Al Capone, Maníaco do Parque e tantos outros “amadores” que ficariam degraus abaixo na qualificação criminosa. Nenhuma emboscada jamais será tão eficiente quanto o aborto.

Ainda assim, há quem argumente a favor. O aborto seria uma forma de evitar problemas financeiros maiores para a família? Seria, vender seus filhos também. Há quem diga que seria uma forma de conter a criminalidade. Genocídios idem, menos pessoas resultam em menos criminosos em potencial, nessa lógica. Talvez uma forma de preservar a adolescência das jovens que engravidam. Então por que diminuir a maioridade penal? Só é preso quem pode responder pelos próprios atos, não é verdade? Para os que dizem: “Ah... Em caso de estupro eu sou a favor...” Em caso de estupro já é legalizado.


De fato o aborto é uma solução rápida para muitos problemas que requerem esforços sobre-humanos para a política nacional. Planejar ações, adaptar orçamentos, direcionar investimentos, elaborar leis, votá-las, aplicá-las, fiscalizá-las, melhorar a gestão dos recursos, educar o povo, mudar valores da sociedade, aumentar o acesso a instrução. Trabalhos épicos, dignos de Hércules. É melhor dar um jeitinho, dizer que é questão de saúde pública e que pode ajudar no combate à violência. Chamar uns cientistas para dizer que o fato de se tornar um ser humano no futuro não constitui humanidade no presente. Afinal de contas, eles nem sentem dor.

Ao reivindicar o poder sobre o próprio corpo, a mulher se impõe sobre o mais elementar dos direitos, a vida, e ignora que outro corpo agora a divide com ela. Ser mãe é mais que gerar, que criar, que alimentar, amar ou qualquer outra forma de compreensão. É ter uma ligação estabelecida no ultra-som, na meia do enxoval, no primeiro chute e em todos os outros clichês que constroem o amor. A mulher que aborta, mata mais que o próprio filho, destrói sua maternidade, suas noites mal-dormidas, o xixi na cama, o primeiro dia de aula, febres, festas de aniversário, formaturas, casamento, netos... É o amor que ela aborta.

OBS.: O GOVERNO LULA ESTÁ MEXENDO SEUS PAUZINHOS PARA APROVAR A LEI QUE LEGALIZA QUALQUER TIPO DE ABORTO, APROVAR NESTE SEU GOVERNO OU NO GOVERNO DA DILMA, CASO ELA SEJA ELEITA, PENSE BEM EM QUE VOCÊ VAI VOTAR NAS ELEIÇÕES 2010, SE VOCÊ É UM CRISTÃO, VOCÊ TEM O DEVER PARA COM A VIDA.

O Que Significa Perdoar?


José tinha apenas dezessete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão. Separado de sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros. José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Gênesis 37; 39). Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais. Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia nos conta que José experimentou seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Gênesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.
Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
O Perdão  é Condicional
É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”
E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.
Perdão Não  É . . .
De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.
A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.
O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá  o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!
Como Posso Perdoar?
O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.
E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).

Por, Marcos Roberto Brito - Coordenador 
regional da RCC-Penápolis, diocese de Lins.

REFLEXÃO

“Sentimos raiva principalmente contra aqueles aos quais pensamos que propositadamente nos prejudicaram” Santo Tomás de Aquino

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CF 2010: Economia e vida

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