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quinta-feira, março 18, 2010

As Repugnantes Orientações de Hillary Clinton

No Notícias Pró-Família: Hillary Clinton orienta o Brasil a considerar legalizar o aborto. A Secretária norte-americana, em entrevista concedida a estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares, São Paulo, respondeu a uma pergunta sobre a proibição do aborto no Brasil, dizendo que legalizar o aborto “é algo que precisa ser atentamente analisado por causa do grande efeito que tem nos números de crianças que as mulheres pobres têm que não poderão educar, alimentar de forma apropriada, cuidar, o grande número de mulheres mortas que os abortos ilegais provocam e o problema de mulheres sendo proibidas de exercer tal fundamental direito pessoal”.
Orientações desnecessárias. Se depender do presidente Lula e da candidata que ele apoia à presidência do nosso país, a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o aborto certamente será legalizado. A 3ª versão do Programa Nacional de Direitos Humanos – que de “direitos humanos” não tem nada – foi uma clara amostra do que são as verdadeiras intenções do Partido dos Trabalhadores e pelo que eles de fato trabalham. Porém, a frase da secretária de Estado norte-americana aumenta ainda mais o orgulho das feministas brasileiras para que possam se empenhar na busca pelos seus “direitos”, inclusive aqueles direitos que têm sobre o seu próprio corpo, direitos esses que elas devem ganhar à custa do assassinato de seus próprios filhos.
Quando os defensores da vida, porém, se levantam para defender um valor inegociável de todo ser humano, que é o direito à vida, os defensores do aborto não tardam em condenar a sua atitude: é que os que são contra o aborto “não entendem” que a interrupção da gravidez poderia ser uma solução para o número imenso de crianças que hoje padecem de fome e miséria em nosso país.
Mas, é isso mesmo? Se consideramos que é melhor que as crianças sejam mortas do que “venham ao mundo para sofrer”, realmente temos que rever os nossos valores. Primeiro, porque não é assassinando seres humanos em massa que vamos resolver um problema social. A proposta de Hillary Clinton e de tantas pessoas que defendem o aborto como maneira de solucionar, por exemplo, o problema da pobreza é semelhante ao projeto nazista, que, no século XX, tirou a vida de milhares de judeus em campos de concentração. Não, não é exagero comparar as duas situações. No tempo de Hitler, a raça superior eram os arianos; os judeus deveriam ser exterminados. Hoje, mudam somente os personagens: a raça superior representa as mulheres; a inferior – as crianças – deve ser exterminada.
Quando olho para a frase de H. Clinton, me lembro de Zilda Arns. Certa vez, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, ela disse:
“Tentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. Não se pode consertar um crime com outro ainda maior, tirando a vida de um ser humano indefeso. É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.”
Nesse sentido, o aborto é como uma atitude de escape. Visa solucionar um problema com uma atitude definitivamente inaceitável.
Ora, e as mulheres que morrem fazendo “aborto clandestino”? Qual a solução? Hillary Clinton fala que o aborto deve ser legalizado, pois deve sempre haver uma grande preocupação com “o grande número de mulheres mortas” por “abortos ilegais” em nosso país. A criminalização do aborto seria, então, um entrave para que as mulheres pudessem exercer “tal fundamental direito pessoal”.
O problema é que o aborto não é e nunca foi um “direito” pessoal. Enquanto o aborto significar interrupção do desenvolvimento de um ser humano, sempre será uma interferência no direito que outro tem de viver. E o outro é o limite da nossa liberdade. Ninguém pode ter direito de matar outra pessoa; nada, exatamente nada pode justificar o assassinato de um ser humano indefeso.
Então, e as clínicas de aborto clandestino? São ilegais; devem ser fechadas.
E as mulheres que quiserem abortar?
Ora, e os genros que quiserem matar suas sogras? E o Caim que quiser matar Abel? Deverá o governo brasileiro oferecer um local especial para que as pessoas matem quem elas queiram?
O aborto é assassinato; e quem aborta está assassinando. O assassinato é crime; quem aborta pratica um ato criminoso.
Não, sra. Hillary Clinton, o aborto não é um “direito pessoal” das mulheres, nem uma solução para o flagelo social da miséria e da pobreza. Se quisermos verdadeiramente reestruturar a nossa sociedade, o que devemos fazer é investir em uma educação de qualidade, que ofereça sobretudo ensinamentos retos de comportamento sexual e de dignidade humana.
Encerro considerando as oportunas palavras do Concílio Vaticano II sobre o aborto:
“Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.”

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