BÍBLIA CATÓLICA ONLINE

domingo, outubro 24, 2010

Dilma e seus amigos da CNBB

Márcia Vaz, escritora e palestrante
Dilma Rousseff declarou publicamente: “Todas as minhas amigas que eu vi passar por experiências assim (abortos) entraram chorando e saíram chorando”.
      Uma vez que aborto é crime no Brasil, isso não está parecendo nada com “questão de saúde pública”, mas da competência da segurança pública, que deveria investigar as declarações públicas de Dilma afirmando que suas amigas (não especificadas) fizeram aborto num espaço físico (não especificado), com a ajuda de quem (também não especificado) e a Senhora Dilma Rousseff viu as amigas entrando e saindo para abortar (cúmplice?). Essas amigas choravam porque foram agredidas? Ou porque doeu? Quem agrediu quem? E os bebês? Quantos foram? Choraram? Doeu neles? Ou só doeu nas amigas da candidata?
     Para piorar o que não poderia ser pior, Dilma Rousseff estava se condoendo das coitadinhas das mães que abortam usando... (é até difícil de escrever)... agulhas de tricô. Afinal, o SUS tem condições de matar bebês com instrumentos melhores para a segurança das mães e piores para desgraça dos bebês. E Dilma acha que agulha de tricô para abortar está entre “métodos absolutamente medievais”. Mas a Idade Média não foi justamente aquela que inovou começando a proteger os oprimidos doentes? Porque antes da Idade Média, os doentes eram considerados fracos e, frequentemente, eram jogados fora pelos próprios pais, entregues aos lobos ou aos precipícios. Não foi durante a Idade Média que os doentes (antes desprezados) foram valorizados nos primeiros grandes hospitais gratuitos junto às catedrais? A História está se repetindo: Dilma e o PT, bem ao estilo pagão, oferecem aborto para os fracos. Na contramão, os cristãos continuam oferecendo a defesa dos fracos e dos bebês...  
    Mas com todas essas afirmações Dilma não foi parar na delegacia. Sabe quem quase foi parar na delegacia em cena que parecia mais do filme “A Vida é Bela”? O senhor Paulo Ogawa, dono da gráfica que imprimiu os panfletos do arqui-inimigo do PT, Dom Luiz Bergonzine, da Arquidiocese de Guarulhos, enquanto da arquibancada a CNBB assistia ao aborto de um dos arqui-planos de um bispo católico. Afinal, a CNBB pode ficar tranquila porque se o PT ou a polícia der uma batida lá não vai achar a carta em defesa da vida nem no seu site.
     A CNBB removeu a carta rapidinho, antes que Rousseff e seu partido chegassem para a visita. E quando chegaram... a conversa mudou: água potável, casa própria, e lá pelas tantas uma leve perguntinha sobre o aborto. E de troco a discreta, disfarçada e evasiva respostinha de sempre: ”Eu, particularmente, sou contra o aborto, mas...”
        O Brasil inteiro — católicos, cristãos e não cristãos — se posicionando principalmente, MAS NÃO SOMENTE, contra ou a favor do aborto, e a CNBB prioriza perguntas para Dilma sobre temas de fim da pauta como água potável, moradia... É brincadeira!? Antes de tomar água potável ou não, morar numa casa própria ou não, é preciso ter a oportunidade de nascer. Nascer é prioridade sobre tomar água, porque senão, do jeito que o desprezo à vida humana está aumentando, toda água do planeta ficará só para os peixinhos.
     E quem pensa que as únicas amigas da Dilma são aquelas do aborto, engana-se. Basta ver a despedida escandalosa dela dentro da CNBB dizendo que foi muito bem recebida lá quando em muitos lares, ela nem passa da porta. Ela afirma ter grandes amigos na CNBB, e que deve muitos favores a CNBB. Tudo registrado no YouTube. Quem seriam os grandes amigos? Quais os favores? Não dá para dizer todos os nomes ou desenhar o rosto? 
      Só quem perdeu o crédito foi a CNBB, porque a carta de Dom Bergonzine está ficando mais famosa que a de Pero Vaz de Caminha.
     Impossível no atual momento querer que o povo separe religião de política, que não tome partido, ou não se torne pelo menos um fervoroso anti-PT, principalmente porque quando partidos vermelhos sobem ao poder é de praxe a perseguição a todos aqueles que acreditam em Deus, o que resulta em perseguir mais de 90% dos brasileiros. Não é muita ousadia e atrevimento?
     Mas estas eleições estão prestando um ótimo serviço à população ao separar o joio do trigo. Todos estão vendo o PT tropeçando e cambaleando na tentativa de nublar seu tradicional apoio ao aborto. Na CNBB, a bisparada da Teologia da Libertação conseguiu a retirada da carta de Dom Bergonzin. Entre os evangélicos, o corajoso vídeo do Pr. Paschoal Piragine foi censurado.  
     Enfim, no 2º turno só restou votar “ou pela Dilma ou contra a Dilma”. Para os católicos, é votar “ou pela Igreja Católica ou pelos amigos da Dilma na CNBB”. Para todos os cristãos, é votar “ou por Deus ou contra Deus”. O caso de Dilma e seus suspeitos amigos cai como uma luva no ditado: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Mas independente de Dilma revelar ou não quem são seus grandes amigos dentro da CNBB, de ela dizer ou não à polícia o nome de todas aquelas suas amigas que mataram seus bebês, não votarei no PT e muito menos em sua candidata vermelha de posições de sangue, mas nunca vermelha de vergonha.
Editado por Julio Severo

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